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Na Mira

Caso Helena: laudo pericial contradiz exames de hospital particular

Laudo afirmou que não houve violência sexual, porém, um documento do hospital para onde a criança foi levada apontou laceração anal

Lara Abreu / Arte Metrópoles
Bebê de 10 meses morre em Fortaleza (CE); polícia apura se menina foi estuprada

Os laudos dos exames cadavéricos e laboratoriais realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), os quais descartaram violência sexual no caso da bebê Helena Almeida, de 10 meses, contradizem os exames realizados pelo hospital particular para onde a bebê foi levada.

De acordo com uma nota enviada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), as prisões em flagrante de Francisco Ray Magalhães, 22 anos, e de Roberto Levy Magalhães, 26, foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

“O documento, produzido pelo hospital particular para onde a bebê foi levada e no qual constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas, apontava que após o óbito foi evidenciada laceração anal, e ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual”, afirmou.

Os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará apontaram que a morte da bebê Helena ocorreu por asfixia mecânica indireta. A Pefoce disse ainda que foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança.

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“Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”, pontuou a nota.

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Por isso, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) concluiu tratar-se de homicídio culposo, descartando, com base nos laudos periciais, a ocorrência de violência sexual contra a criança.

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A bebê morreu no hospital,
Pai com a filha Helena, bebê de 10 meses que morreu
Helena morreu aos 10 meses.
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Helena morreu aos 10 meses.

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Pai com a filha Helena, bebê de 10 meses que morreu
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Pai com a filha Helena, bebê de 10 meses que morreu

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Entenda o caso

  • Helena morreu na segunda-feira (13/7), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital de Fortaleza;
  • Em depoimento à polícia, a mulher relatou que percebeu que a filha passava mal durante uma confraternização realizada em um apartamento e acreditou que a bebê estivesse engasgada. Ela decidiu levá-la ao hospital, onde a criança morreu;
  • Inicialmente, a equipe médica identificou lesões consideradas compatíveis com violência sexual e acionou a Polícia Civil. A partir dessa avaliação clínica, o caso passou a ser tratado como estupro de vulnerável seguido de morte;
  • No dia da morte da bebê, foram presos Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado pela mãe como seu “ficante”, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo dele;
  • Segundo a Polícia Civil, ambos foram levados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) apresentando sinais de embriaguez. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas;
  • Os dois seguem presos em celas separadas, por questões de segurança.

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O que diz o pai da bebê Helena?

O pai da bebê, Erisvaldo Almeida, afirmou nas redes sociais que recebeu a notícia da morte da filha quando retornava de uma viagem. Ele informou ainda que estava separado de Ysabelle Rodrigues havia cerca de dois meses. Além de Helena, o ex-casal tem um filho de 3 anos.

Após a divulgação do depoimento da mãe, Erisvaldo fez publicações revoltado: “Ela está mentindo. Era para estar presa, ela e seu irmão”. Em outra publicação, escreveu: “Minha filha não vai voltar, mas quero justiça”.