
Na MiraColunas

Carros de luxo de funcionários do BRB, alvos da PCDF, são bloqueados
Entre os carros bloqueados, está um Toyota Corolla Cross 2026, SUV de padrão médio que pode custar mais de R$ 200 mil
atualizado
Compartilhar notícia

Durante a Operação Insider, deflagrada nesta quinta-feira (7/5), que investiga funcionários do Banco de Brasília (BRB) por suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, policiais civis da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR) bloquearam oito veículos de luxo e um imóvel no Distrito Federal e também pediram o bloqueio das contas bancárias dos investigados.
Vídeo das buscas:
O bloqueio do bem significa que o veículo continua em posse do investigado, mas ele não pode usá-lo. Entre os carros está um Toyota Corolla Cross 2026, SUV de padrão médio que pode custar mais de R$ 200 mil.
Imagens:
De acordo com a Polícia Civil, que contou com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT) e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil do Rio de Janeiro (DRCI/PCERJ), foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis envolvendo dois empregados públicos do BRB, um servidor público federal, empresários e empresas ligadas entre si.
As investigações começaram após o banco detectar irregularidades em uma agência em Ceilândia, incluindo operações suspeitas e o descumprimento de normas de compliance por parte do gerente da unidade. Os investigados residem no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
15 milhões em movimentações
Ao longo do inquérito, os investigadores rastrearam movimentações estimadas em R$ 15 milhões, com transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, uso intenso de dinheiro em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio da compra de veículos de alto valor e da movimentação fracionada de recursos.
Segundo a Polícia Civil, parte dos valores investigados teria origem em uma fraude eletrônica milionária contra empresas privadas, já identificada anteriormente, cujos recursos acabaram bloqueados no BRB.
Venda de carteira de ativos
Um dos alvos da Operação Insider é um empregado público do BRB responsável pela intermediação de carteiras de ativos. Segundo as investigações, ele teria recebido um percentual sobre a venda de três carteiras de ativos avaliadas em mais de R$ 60 milhões.
O servidor é investigado por possíveis irregularidades em operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).
O Metrópoles acionou o BRB e, até a última atualização desta reportagem, não havia recebido resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Mais detalhes da operação:
- Ao todo, a Operação Insider cumpre 17 mandados de busca e apreensão;
- Os investigados são funcionários do BRB suspeitos de realizar vendas irregulares de fundos de investimento;
- A apuração teve início após denúncia apresentada pelo próprio BRB, com base em auditoria interna.
Se condenados, os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.






