Mirelle Pinheiro

PCDF investiga funcionários do BRB por lavagem de R$ 15 milhões

Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 15 milhões por meio de transferências consideradas suspeitas

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Operação Eiron da PCDF
1 de 1 Operação Eiron da PCDF - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7/5), a Operação Insider para investigar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empregados públicos do Banco de Brasília (BRB), empresários e um servidor público federal.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/Decor), com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 15 milhões por meio de transferências consideradas suspeitas, uso intensivo de dinheiro em espécie e operações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

As apurações começaram após o próprio BRB identificar irregularidades em uma de suas agências, incluindo operações consideradas atípicas e possíveis violações das regras internas de compliance praticadas por um gerente da instituição.

A partir da análise financeira, os investigadores identificaram movimentações entre pessoas físicas e jurídicas interligadas, além de indícios de ocultação patrimonial por meio da compra de veículos de luxo e da circulação fracionada de recursos.

De acordo com a PCDF, parte do dinheiro investigado pode ter origem em uma fraude eletrônica milionária cometida anteriormente contra empresas privadas. Parte desses recursos, inclusive, teria sido bloqueada dentro do próprio BRB.

A investigação também alcança operações realizadas na BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco.

Segundo a polícia, um empregado público responsável pela intermediação de carteiras de ativos teria participado da venda de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões e, logo após as operações, recebido percentuais financeiros considerados incompatíveis com seus rendimentos oficiais.

Os investigados moram no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ao todo, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias, o impedimento de transferência de oito veículos de luxo e o bloqueio de um imóvel localizado no Distrito Federal.

Caso sejam condenados, os suspeitos poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.

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