Bolsonarista que acorrentou negro é sócio de empresas com dívida milionária
Carlos Eduardo Martins é investigado pela Polícia Civil do RJ após ser flagrado puxando um homem negro acorrentado em ato pró-Flávio (PL)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga Carlos Eduardo Martins, identificado como o manifestante que aparece em um vídeo puxando um homem negro acorrentado durante um ato em apoio ao senador Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca (RJ), em 24 de outubro, um dia antes do 2º turno das Eleições. O bolsonarista é sócio de duas empresas que acumulam dívidas de mais de R$ 1 milhão, segundo consulta pública ao portal Dívida Aberta.
São elas, a Cem Locação de Bens Móveis e Serviços Ltda. e Top Gran Comércio de Granitos e Mármores Ltda.
A Top Gran possui dívidas superiores a R$ 666 mil, enquanto a Cem Locação acumula mais de R$ 386 mil em débitos (foto abaixo).
As imagens que viralizaram nas redes sociais após o ato mostram o manifestante puxando por uma corrente a vítima, que usava adesivos e inscrições alusivas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e segurava um tridente. Durante a situação, Carlos gritava ofensas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Carlos Eduardo Martins. O espaço permanece aberto para manifestações.

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Na última segunda-feira (26/10), a Polícia Civil confirmou que o caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do episódio.
Após a ampla repercussão das imagens pelo jornalista francês Raphaël Bernard, o Ministério da Igualdade Racial também solicitou a investigação do caso. A pasta pediu ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que apurem a possível ocorrência de crime de racismo.
No domingo (25/10), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que iria analisar as imagens do caso.













