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Na Mira

BMW e Dubai: pregoeiro ostentação é preso por fraude de R$ 65 mi em GO

Ação também levou ao afastamento do prefeito da Cidade Ocidental (GO), Fábio Corrêa (PP), e à proibição do fechamento de contratos públicos

04/09/2024 10:26, atualizado 04/09/2024 11:23
Reprodução
BMW e Dubai: pregoeiro ostentação é preso por fraude de R$ 65 mi em GO

Em uma operação deflagrada nesta quarta-feira (4/9), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) prenderam preventivamente Gabriel Paixão de Jesus (foto em destaque), pregoeiro público e secretário extraordinário da Cidade Ocidental (GO), por suspeitas de fraude em licitações que envolvem a cifra de R$ 65 milhões.

A Operação Ypervoli, que visa desmantelar uma organização criminosa responsável por crimes de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, revelou um esquema de corrupção com ramificações no Entorno do Distrito Federal.

As investigações revelaram que mais de 100 contratos foram manipulados e beneficiaram empresas ligadas aos envolvidos. A ação também levou ao afastamento do prefeito Fábio Corrêa (PP) e à proibição do fechamento de novos contratos públicos com as pessoas físicas e jurídicas envolvidas na investigação.

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Ostentação

Gabriel Paixão de Jesus, um dos principais alvos da operação, tem se destacado não apenas pelas funções públicas, mas também pelo estilo de vida.

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Como a coluna Na Mira revelou, apesar de receber um salário líquido de R$ 5.820,03, segundo o Portal da Transparência, Gabriel é frequentemente visto circulando com carros de luxo, como BMW e Porsche, e fazendo viagens internacionais para destinos como Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Fernando de Noronha (PE).

Confira:

Carros apreendidos pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4/9)

Entre os contratos suspeitos está um acordo que fez o governo da Cidade Ocidental desembolsar R$ 1,4 milhão pelo aluguel de 14 veículos, além de um com pagamento de R$ 368 mil pela locação de dois furgões.

A microempresa Farias & Veloso, que aparece como contratada, registrou um faturamento de R$ 2,4 milhões graças aos dois contratos, mas informava um capital social modesto, de R$ 90 mil, e uma frota com apenas 11 veículos.

Curiosamente, Gabriel Paixão não tem veículos registrados no próprio nome, apesar de frequentemente aparecer em uma Nissan Frontier azul. O veículo está registrado em nome de uma loja de veículos em Samambaia (DF).

Além disso, a empresa que figura nos contratos investigados, a Farias & Veloso, parece não ter estrutura física adequada para suportar o volume de negócios de que faz parte, pelo fato de a sede dela estar nas dependências de um hotel, segundo relatado por funcionários.

Os suspeitos poderão responder por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.