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Na Mira

Bicheiros milionários do DF são condenados a oito anos de prisão

Grupo foi desmantelado em 2013 pela PCDF. À época, agentes encontraram R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo, a maior apreensão da história

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Divulgação
Imagem de várias notas de 100 reais sendo manueadas - Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou oito integrantes de um grande esquema de jogo do bicho que já se instalou na capital federal até então. Os autores pegaram de três a oito anos de prisão.

O esquema foi desmantelado em 2013. À época, a Polícia Civil do DF (PCDF) prendeu ao menos seis pessoas e apreendeu R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo. Os líderes do grupo, João Carlos dos Santos e Hélio César Alfinito, pegaram as maiores penas.

Veja o nome dos condenados e as respectivas penas:

  • João Carlos dos Santos, condenado a oito anos e nove meses de reclusão em regime fechado, além de 30 dias-multa equivalente a cinco salários mínimos vigentes à época dos fatos;
  • Hélio César Alfinito, condenado a sete anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto, além de 25 dias-multa equivalente a cinco salários mínimos vigentes à época dos fatos;
  • João Rufino da Silva, condenado a três anos e três meses de reclusão em regime aberto;
  • Luiz Carlos Alvarenga Pimentel, condenado a três anos e três meses de reclusão em regime aberto;
  • Jerônino Natividade, condenado a três anos de reclusão em regime aberto;
  • Rosiane Leão da Silva, condenado a três anos de reclusão em regime aberto;
  • Leonardo Fernandes Lins, condenado a três anos de reclusão em regime aberto;
  • Lupérsio Leite Magalhães Júnior, condenado a três anos de reclusão em regime aberto.

Um dos investigados, Luiz Francisco Magalhães Barretto de Almeida foi absolvido. Todos os condenados poderão aguardar o trânsito em julgado da sentença em liberdade.

Envolvimento de cada integrante

João Carlos dos Santos e Hélio Alfinito lideravam os negócios. João Carlos figurava ainda como proprietário da empresa Bobinas.com, supostamente usada para lavagem de dinheiro. O grupo envolveu familiares na trama, como Luiz Carlos Alvarenga Pimentel, primo de Hélio e responsável por cobrar os jogadores; e Leonardo Lins, genro e braço-direito de Alfinito.

Jerônimo Natividade fazia manutenção e troca das máquinas usadas nas jogatinas, além de coordenar trabalhos e receber valores em conta bancária; João Rufino da Silva era contador e gerente ligado ao grupo de João Carlos; Rosiane Leão era gerente de um dos núcleos; e Lupérsio atuava na parte técnica de todo o esquema.

Maior apreensão em dinheiro da história da PCDF

A apreensão da Polícia Civil do DF ocorreu um dia após o Natal de 2013. Dos R$ 2,7 milhões apreendidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, R$ 1 mi estava na casa de Hélio Alfinito, no Setor de Mansões Dom Bosco (Lago Sul). Foi o maior valor em espécie recuperado pela PCDF em uma única ação na capital.

Segundo a corporação, Hélio César Alfinito e João Carlos dos Santos produziram duas estruturas, de modo a contemplar todo o DF. A primeira era composta por Asa Sul, Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, São Sebastião e Cruzeiro. A segunda, por Asa Norte, Ceilândia, Paranoá, Sobradinho e Planaltina.

As investigações teriam começado três anos antes, em 2010. À época, o delegado à frente da operação, Fernando Cocito, dizia que o bando “pintou e bordou no DF por pelo menos dez anos”. Ou seja, o grupo atuava na capital desde 2002.

O grupo lavava o dinheiro proveniente do jogo do bicho por meio da compra de imóveis e operação de duas empresas de fachada: a imobiliária Vila Isabel, que funcionava no Lago Sul, e a Bobinas.com, de Goiânia (GO). Essa última fornecia as bobinas das máquinas de crédito e débito usadas no jogo.