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Na Mira

Após tomar “olé” de cantor gospel, Justiça avalia regressão de regime

O processo de André Luís dos Santos Pereira, que cumpre prisão domiciliar, voltou para a VEP após outra condenação

22/02/2026 03:45, atualizado 22/02/2026 11:56
Reprodução / Redes sociais
Saiba quem é o cantor gospel do DF que deu golpe e viajou para Dubai

Condenado por estelionato e associação criminosa, o ex-cantor gospel André Luís dos Santos Pereira, que cumpre prisão domiciliar desde outubro de 2023 por determinação da Justiça do Distrito Federal, pode sofrer regressão de regime.

A coluna Na Mira apurou que, mesmo restrito ao próprio endereço, na capital do país, sob regras rígidas e vigilância constante, a rotina recente do condenado é marcada por casamento e lua de mel no Oriente Médio. Além disso, a residência onde vive atualmente, em um condomínio de alto padrão em São Paulo, sugere um domicílio bem diferente do que determina a Justiça do DF.

Veja imagens do preso em Dubai:

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Mesmo em prisão domiciliar, André passou a lua de mel nos Emirados Árabes
André curtindo a lua de mel com a esposa
Passeio nos camelos
Foto de André e a esposa nas redes sociais
Foto do casal no deserto
O ex-cantor gospel André Luís Pereira, condenado pela Justiça do Distrito Federal, deveria cumprir prisão domiciliar em Brasília
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O ex-cantor gospel André Luís Pereira, condenado pela Justiça do Distrito Federal, deveria cumprir prisão domiciliar em Brasília

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Mesmo em prisão domiciliar, André passou a lua de mel nos Emirados Árabes
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Mesmo em prisão domiciliar, André passou a lua de mel nos Emirados Árabes

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André curtindo a lua de mel com a esposa
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André curtindo a lua de mel com a esposa

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Passeio nos camelos
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Passeio nos camelos

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Foto de André e a esposa nas redes sociais
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Foto de André e a esposa nas redes sociais

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Foto do casal no deserto
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Foto do casal no deserto

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André curtindo a lua de mel com a esposa
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André curtindo a lua de mel com a esposa

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Publicação da esposa sobre a lua de mel
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Publicação da esposa sobre a lua de mel

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André foi alvo de investigação após aplicar golpes que somam cerca de R$ 300 mil em lojas de grife
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André foi alvo de investigação após aplicar golpes que somam cerca de R$ 300 mil em lojas de grife

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Após a condenação, André passou a cumprir pena domiciliar, com regras claras: o detento não pode sair da comarca sem autorização judicial, deve comunicar mudança de endereço e precisa obedecer às condições impostas pela Vara de Execuções Penais (VEP).

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Procurado pelo Metrópoles, o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) afirmou que, apesar de André estar em regime aberto, o processo do ex-cantor foi encaminhado da Vara de Execuções das Penas em Regime Aberto (Vepera) para a VEP, para análise sobre a soma de penas, uma vez que foi juntada uma nova guia de execução — um novo processo a ser executado.

“Após a análise pela VEP, será verificado se haverá ou não regressão de regime diante da nova condenação”, afirmou a nota enviada à reportagem.

“Ponte aérea judicial”

As regras da prisão domiciliar no Distrito Federal determinam que o apenado não more fora da comarca sem autorização expressa da Justiça. Ainda assim, segundo informações apuradas pela coluna, André compareceria mensalmente ao DF para comprovar que mantém vínculo com a capital da República — uma espécie de ponte aérea judicial informal.

Enquanto isso, a rotina em Alphaville segue entre conforto, redes sociais e vida de condomínio de luxo, ao lado da esposa, que é empresária, blogueira e corretora de imóveis de alto padrão.

Procurada pela coluna para falar se o preso em regime domiciliar recebia a devida fiscalização, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) respondeu apenas que “não divulga dados da situação processual de custodiados”.

Investigação

Em 22 de outubro de 2021, o então cantor, que acumulava cerca de 265 mil seguidores nas redes sociais e notoriedade no meio gospel, foi preso em São Bernardo do Campo (SP). Policiais militares estranharam a movimentação de três homens e decidiram fazer a abordagem. Com o grupo, foram encontrados diversos cartões de crédito, celulares e um notebook.

Ao consultar os dados, os agentes perceberam que um dos abordados era justamente o artista acusado de aplicar golpes contra marcas de luxo em Brasília. O trio foi encaminhado ao 2º Distrito Policial do Rudge Ramos, e ali começava a derrocada pública de uma carreira construída sob holofotes religiosos e redes sociais.

As investigações conduzidas pela 5ª Delegacia de Polícia da Área Central do DF apontaram um prejuízo próximo de R$ 300 mil a algumas das grifes mais sofisticadas do planeta, como Prada, Gucci e Burberry.