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Alvo de operação, oficial da PMDF cobrou R$ 3 milhões de empresários

Homem é acusado de extorquir empresários credenciados pelo Detran-DF para a realização dos serviços de vistorias veiculares

atualizado 05/01/2022 9:06

operação da PCDFPCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5/1), a Operação Blackmail. O objetivo é apurar denúncia de que um grupo de indivíduos teria extorquido empresários credenciados pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) para a realização dos serviços de vistorias veiculares. A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor)

Segundo provas obtidas pelos investigadores, um oficial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) da ativa teria exigido a quantia de R$ 3 milhões das vítimas, sob a ameaça de divulgação de documentos que supostamente revelariam irregularidades praticadas pelos empresários no processo de credenciamento no Detran. Ainda não é possível saber se a quantia foi paga.

O oficial teria atuado como “porta-voz” de um grupo formado pelas pessoas que teriam sido prejudicadas com a terceirização das vistorias, sendo que o valor exigido seria dividido entre elas e serviria para amenizar os prejuízos suportados pela alteração na prestação dos serviços.

Recentemente, o serviço de vistorias veiculares no Distrito Federal foi terceirizado, passando a ser exercido por empresas credenciadas pelo Detran, fato que desagradou uma parcela dos atores anteriormente envolvidos.

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Na manhã desta quarta, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito da prática da extorsão, localizada no Jardim Botânico. Lá, os agentes recolheram computadores, celulares e documentos.

O nome escolhido para a operação, o termo em inglês Blackmail, faz alusão a chantagem, extorsão.

O Metrópoles entrou em contato com a PMDF e aguarda retorno sobre o caso.

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