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Na Mira

Aluna de 12 anos recebe bilhetes com ameaças em escola: "Vou te matar"

Pai da menina registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e disse que família está assustada, devido ao teor violento dos bilhetes

23/05/2025 05:00, atualizado 23/05/2025 11:01
Instagram @coisasdogamaa/Reprodução
Adolescente recebe bilhetes ameaçadores em escola

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um caso de ameaça em uma escola particular no Gama. O pai de uma menina de 12 anos, aluna do 7º ano do ensino fundamental, registrou boletim de ocorrência após a filha contar que havia recebido bilhetes de outros estudante do colégio com frases como “te odiamos” e “vou te matar”.

Leia algumas das mensagens:

Aluna de 12 anos recebe bilhetes com ameaças em escola: “Vou te matar” - destaque galeria
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"Você vai sofrer"
"Eu vou te pegar. E, se não brigar, vou te matar. Mas isso não vai acontecer se você não andar mais com o [nome de outra pessoa menor de 18 anos]""
"Ainda não acabou... Eu [nome da pessoa que escreveu o bilhete] vou te pegar, e você vai sofrer"
"Eu e o [nome de outra pessoa menor de 18 anos] te odiamos"
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"Eu e o [nome de outra pessoa menor de 18 anos] te odiamos"

Instagram @coisasdogamaa/Reprodução
"Você vai sofrer"
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"Você vai sofrer"

Instagram @coisasdogamaa/Reprodução
"Eu vou te pegar. E, se não brigar, vou te matar. Mas isso não vai acontecer se você não andar mais com o [nome de outra pessoa menor de 18 anos]""
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"Eu vou te pegar. E, se não brigar, vou te matar. Mas isso não vai acontecer se você não andar mais com o [nome de outra pessoa menor de 18 anos]""

Instagram @coisasdogamaa/Reprodução
"Ainda não acabou... Eu [nome da pessoa que escreveu o bilhete] vou te pegar, e você vai sofrer"
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"Ainda não acabou... Eu [nome da pessoa que escreveu o bilhete] vou te pegar, e você vai sofrer"

Instagram @coisasdogamaa/Reprodução

Assustado com o teor dos bilhetes, o pai da menina procurou a coordenação do colégio e foi informado que uma equipe pedagógica apurava o caso. Durante a conversa com os gestores, ele ainda descobriu que as intimidações teriam começado em 6 de maio último, o que lhe causou estranheza, pelo fato de não ter sido informado sobre o caso antes.

A coluna Na Mira conversou com o pai da menina, que não terá o nome revelado para não identificar indiretamente a vítima. Ele enviou fotos de alguns dos bilhetes com as ameaças recebidas pela criança.

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O pai da menina revelou o ocorrido inicialmente para o perfil do Instagram @coisasdogamaa. O caso é investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) como ato análogo ao crime de ameaça.

Ouça o relato:

Posicionamento da escola

Por meio de nota enviada à reportagem, a escola informou que prestou “todo o auxílio à família da criança”, que acionou “as autoridades responsáveis pela segurança pública” para comunicar sobre o ocorrido, que abriu procedimento administrativo para “apurar as condutas de todos os envolvidos no caso” e que “adotará as medidas punitivas aplicáveis”.

Por meio das mídias sociais, o colégio divulgou que acompanha a situação “com atenção e cuidado”. As mensagens eram anônimas e foram deixadas sobre as mesas de dois estudantes, segundo a instituição de ensino. “Embora os bilhetes não sejam nominais, entendemos que a recorrência pode causar desconforto e insegurança tanto aos alunos quanto ao grupo como um todo”, destacou a escola.

Após a primeira ocorrência, a equipe de coordenação e orientação educacional acolheu os estudantes e reforçou os “valores de respeito e empatia”. “Contudo, nos últimos dias, foram identificados novos bilhetes, o que motivou a intensificação das medidas de acompanhamento e segurança”, acrescentou a escola.

“Um monitor foi destacado exclusivamente para acompanhar de perto a rotina da turma, e estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança, em busca de informações que possam nos ajudar a esclarecer a situação”, completou a instituição de ensino.

Ainda segundo o colégio, assim que a autoria dos bilhetes for identificada, serão tomadas “as medidas cabíveis”. Além disso, informou que gostaria de tranquilizar as famílias dos estudantes, “por mais alarmante que [o caso] seja”.

“A direção conta com estrutura completa de segurança, composta por brigadista, porteiros e monitores em todos os corredores, além do suporte contínuo de nossa equipe de psicologia escolar, disponível para atender e acolher os estudantes de forma individual e respeitosa”, concluiu.