Acusado de matar mulher jogada do 10° andar e chorar em caixão é solto.
Alex Leandro Bispo diz ser "escorpião do PCC" e foi preso por feminicídio. Imagens flagraram o casal brigando no elevador após uma festa

O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, preso em dezembro de 2025 pela morte da companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça de São Paulo no dia 7 de agosto. A jovem morreu após cair do 10º andar do prédio onde o casal morava, em São Paulo. Durante o enterro, Alex chorou sobre o caixão da vítima.
Vídeo:
Inicialmente, o empresário disse aos familiares de Katiane que ela havia caído após uma discussão entre o casal. A versão, porém, foi contestada pela investigação após a Polícia Civil de São Paulo ter acesso às imagens das câmeras de segurança do condomínio.
Segundo a investigação, Alex agrediu a companheira, a enforcou e a arrastou à força para fora do elevador. Pouco depois, Katiane caiu do 10º andar. Nas imagens, o empresário aparece sozinho no elevador, nervoso e com as mãos na cabeça.
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As imagens mostram o momento em que Alex tenta agarrar o pescoço da vítima. Menos de dois minutos depois, ele retira Katiane do elevador de forma brusca. Ela tenta se segurar, mas não consegue.
Cerca de um minuto depois, o empresário retorna sozinho ao elevador. Ele coloca as mãos na cabeça e se senta, em um gesto que aparenta desespero.
Segundo os autos, Alex e Katiane mantinham um relacionamento amoroso e viviam juntos. No dia da morte, os dois teriam discutido após saírem de uma balada, por motivos ainda desconhecidos. Ainda segundo o processo, houve uma tentativa de agressão contra Katiane no local, que teria sido interrompida por seguranças.
Ao chegarem ao condomínio, conforme consta no processo, Alex teria agredido a companheira na garagem e a retirado à força do elevador. A discussão teria continuado, com Katiane pedindo socorro pouco antes de cair do décimo andar.
Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público afirma que a queda não teria sido um suicídio, mas um homicídio praticado por Alex. A acusação ainda será analisada durante a instrução do processo.
“Escorpião do PCC”
Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça considerou que a liberdade de Alex poderia prejudicar a coleta de depoimentos, já que algumas testemunhas moravam no mesmo condomínio onde ocorreu o crime.
A decisão também mencionou que o empresário já havia sido condenado criminalmente e que existiam relatos de que ele se vangloriava de ser “escorpião do PCC” e de ter “irmãos”, o que, segundo o documento, poderia indicar possível envolvimento com organização criminosa.
Na ocasião, a Justiça entendeu que a prisão era necessária para garantir a instrução do processo e preservar a ordem pública, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal.
Justiça revoga prisão
Em 7 de agosto, porém, a Justiça acolheu o pedido da defesa e revogou a prisão preventiva de Alex. Para permanecer em liberdade, o empresário deverá cumprir medidas cautelares:
- Entre as determinações estão a proibição de deixar a comarca onde residirá por mais de oito dias ou mudar de endereço sem autorização judicial;
- manter distância mínima de 500 metros das testemunhas e não manter qualquer tipo de contato com elas;
- manter atualizado o número de telefone e WhatsApp nos autos;
- e comparecer a cada dois meses em juízo para informar suas atividades.
A revogação da prisão não significa absolvição. Alex continuará respondendo ao processo e a acusação de homicídio ainda será analisada pela Justiça.

















