Mulher que tentou raptar bebê pode ter transtorno mental, diz delegado

A moradora de rua foi presa após tentar levar a menina de um parquinho na Asa Sul. Ela também agrediu a babá que cuidava da criança

atualizado 25/05/2022 22:45

mulher com bolsa rosaReprodução

A moradora de rua que bateu em uma babá e tentou sequestrar uma criança de 1 ano, na 310 Sul na manhã desta quarta-feira (25/5), apresenta sinais de transtorno psiquiátrico, segundo o delegado à frente do caso, Isac Azevedo, da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). “Ela não pôde nem ser ouvida no inquérito por conta da extrema agressividade e da confusão mental”, disse o policial. Maria Zilda Pinto Alves, 49 anos, foi presa no Núcleo Bandeirante, horas após o ocorrido.

Segundo Azevedo, a mulher reagiu com extrema agressividade ao ser capturada e teria xingado e causado escoriações nos policiais. “Agia com muita violência e falava coisas desconexas, a indicar que padecia de transtorno psiquiátrico”, disse.

Os agentes da 11ª DP (Núcleo Bandeirante) identificaram Maria pelas imagens registradas em câmeras de segurança de prédios residenciais na 310 Sul. A mulher já era conhecida no Bandeirante como suspeita de ter feito outras tentativas de sequestro e ser uma pessoa violenta.

“De acordo com boatos, após perder a guarda do filho, ela teria ficado transtornada e, sempre que vê uma criança na rua, tenta pegar”, comentou o delegado.

A mulher responde a quase 50 processos criminais pela prática de diversos crimes, como lesão corporal, dano qualificado, ameaça, injúria racial, desacato e maus-tratos de criança.

“Nós vamos representar ao juiz para que ela seja submetida à exame de sanidade mental no Instituto de Medicina Legal (IML). Se verificado que, de fato, ela padece de transtorno, vamos pedir internação provisória ou medida de segurança”, explicou o delegado. Se condenada, Zilda pode pegar até 10 anos de prisão.

Os investigadores apontam que a moradora em situação de rua vem causando problemas há muitos anos. Caso o transtorno mental seja constatado, ela será ouvida por um psiquiatra forense. “Esse conjunto de ações penais e ocorrências policiais podem reforçar a necessidade de internação dela”, pondera.

A PCDF reforça para que outras vítimas de tentativas de sequestro anteriores procurem uma Delegacia de Polícia ou denunciem o ocorrido pelo 197.

O caso

No momento do crime, por volta das 9h desta quarta, várias crianças se divertiam enquanto eram vigiadas por babás. Maria Zilda, então entrou no parquinho, retirou uma menina que estava no escorregador e partiu para cima da babá. A cuidadora foi agredida com tapas, socos e unhadas.

A mulher em situação de rua tentou fugir com a criança no colo, mas foi impedida por outras duas babás que estavam no local. Uma das testemunhas que presenciaram o ataque, a babá Vitória Ferreira, de 49 anos, conta já viu a suspeita na região em outras duas oportunidades. “De repente, veio a moça de baixo dos blocos, com uma sacola grande na mão e uma toalha molhada nos braços. Ela entrou, sentou na gangorra”, conta.

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Após sentar-se no local, a mulher observou o movimento do parquinho por aproximadamente 10 minutos antes de tentar o sequestro. “Quando eu vi, a babá já estava pedindo socorro, gritando ‘me ajuda’. Ela conseguiu puxar a criança dela e correr”, narra.

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