Mulher que perdeu tudo no “Jogo do Tigrinho” era caçada por agiotas

Em depoimento, a mulher disse que estaria sendo ameaçada por agiotas e decidiu atentar contra a própria vida e contra a vida de sua filha

atualizado

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1 de 1 Aplicativo de celular, jogo do Tigrinho - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A mulher de 23 anos presa após tentar matar a filha de 2 anos esfaqueada disse que cometeu o crime porque vinha sofrendo ameaças de agiotas, após pegar dinheiro emprestado para cobrir dívidas acumuladas em perdas no “Jogo do Tigrinho”. O caso aconteceu em Santo Antônio do Descoberto (GO), Entorno do Distrito Federal.

“Ela relatou que estaria sendo ameaçada por agiotas e decidiu atentar contra a própria vida e contra a vida de sua filha com o intuito de evitar que a criança fosse criada por familiares”, explica a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Nathália Luz.

A Polícia Civil encontrou, na casa da família, uma faca com marcas de sangue e uma carta de despedida escrita pela autora do crime. No texto, a mulher se despede dos pais, do irmão e de amigos. “O tempo em que tivemos aqui, nós amamos vocês de todo o coração”.

Veja trecho da carta: 

Mulher que perdeu tudo no “Jogo do Tigrinho” era caçada por agiotas - destaque galeria
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Trecho da carta de despedida escrita pela mulher
Trecho da carta de despedida escrita pela mulher
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Trecho da carta de despedida escrita pela mulher

Material cedido ao Metrópoles
Trecho da carta de despedida escrita pela mulher
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Trecho da carta de despedida escrita pela mulher

Material cedido ao Metrópoles

O crime aconteceu na última sexta-feira (23/5), no bairro Mansões Bittencourt. Após esfaquear a filha, a mulher atentou contra a própria vida em seguida.

A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Das 15 facadas, somente uma causou ferimento profundo. Ela recebeu atendimento e teve alta no sábado (24/5), de acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO).

Depois de tentar matar a filha, a autora fez cortes contra o próprio pulso e pescoço e também ingeriu medicamentos em excesso.

“Ela falou que tentou matar a filha para não deixar a criança ser criada por familiares, uma vez que ela sofreria por ser muito apegada à mãe”, detalhou a delegada.

No dia do ocorrido, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) foi acionada e conduziu a mulher à Delegacia de Polícia de Águas Lindas após ela receber atendimento médico. Ela segue presa preventivamente após audiência de custódia.

O caso segue em investigação pela PCGO.

 

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