Mulher com tumor aguarda biópsia na rede pública: “Estamos apreensivos”

Inês da Soledade Vieira, 66 anos, está internada desde maio no Hospital de Planaltina e aguarda uma biópsia renal no Hospital de Base

atualizado

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ines hospital de base biópsia renal
1 de 1 ines hospital de base biópsia renal - Foto: Arquivo pessoal

A família de Inês da Soledade Vieira, 66 anos, passa por momentos de apreensão. A paciente está internada desde maio no Hospital Regional de Planaltina e, há duas semanas, aguarda uma biópsia renal para que possa confirmar se o tumor detectado em um dos rins é ou não maligno. No entanto, o Hospital de Base — único local onde o procedimento pode ser realizado — não dispõe dos materiais necessários para o procedimento.

“Perguntei várias vezes no hospital e disseram que não tinha previsão nenhuma. É o mínimo que poderiam ter”, reclama Luciram Vieira da Fonseca, 35, filho de Inês e auxiliar de contabilidade. “Só de ligar lá dá para ver a dificuldade que é falar com alguém”, revolta-se.

Inês foi internada, inicialmente, com dengue hemorrágica no Hospital de Planaltina. Após 10 dias, a equipe hospitalar realizou uma radiografia do tórax e identificou um tumor.

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Ela também sofre de diabetes
Inês e o filho, Luciram
Inês antes da internação
Inês está internada e aguarda procedimento
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Inês está internada e aguarda procedimento

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Inês antes da internação
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Inês antes da internação

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Para saber se o tumor é maligno, os médicos fizeram o pedido da biópsia. No entanto, Luciram afirma que o hospital está sem agulhas suficientes para o procedimento.

“O maior risco para ela, agora, é o tumor. Se for um câncer, tem de tratar o quanto antes. Teve paciente que foi  internado junto com ela e conseguiu a biópsia, mas falaram que falta material. Estamos apreensivos”, diz o auxiliar de contabilidade.

Inês também sofre de diabetes. Segundo Luciram, o estado dela é estável, mas preocupante.

“É o tipo de coisa que não podia faltar. Até perguntei se eu mesmo poderia comprar as agulhas, mas disseram que não é possível”, relata o filho.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) não se manifestou até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

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