“Muito alívio”, diz família de Thalita Berquó após condenação de assassino

Tribunal do Júri do Guará condenou João Paulo Teixeira da Silva a mais de 29 anos de prisão pela morte e esquartejamento de Thalita

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Thalita Berquó
1 de 1 Thalita Berquó - Foto: FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A condenação de João Paulo Teixeira da Silva a 29 anos, 11 meses e 23 dias de prisão pela morte de Thalita Marques Berquó Ramos, 36 anos, foi recebida com alívio pela família da vítima.

Após o julgamento realizado nesta quinta-feira (14/5), no Tribunal do Júri do Guará, a mãe e a tia de Thalita afirmaram que a decisão representa o encerramento de um ciclo marcado por dor e sofrimento desde o assassinato brutal da mulher, em 13 de janeiro de 2025.

“Sensação de alívio, muito alívio. É um ciclo que a gente está fechando. Pegou praticamente a condenação máxima, 29 anos”, afirmou a tia, Glaucia Marinho Berquó, ao comentar a sentença.

A mãe da vítima, Valéria Marinho Berquó, contou que passou mal durante o julgamento e precisou deixar o plenário em alguns momentos devido à carga emocional da sessão. Ainda assim, disse que a condenação trouxe uma sensação de justiça.

“Foi bem difícil. Tive que levantar várias vezes porque passei mal, mas foi um alívio. Para a gente, foi um troféu, sabe?”, declarou. Segundo a família, a pena aplicada era a esperada pelos parentes.

Ela destacou, ainda, que a condenação foi recebida como uma vitória após meses de sofrimento. “Todas as outras coisas foram tiradas da gente, e a gente precisava dessa vitória. Foi uma luta muito grande. A gente já morreu várias vezes e parece que agora é uma luz no fim do túnel”, afirmou.

Apesar do sentimento de justiça, a mãe de Thalita ressaltou que a dor da perda permanece. “É difícil ainda, porque minha filha não está aqui. Mas essa condenação era algo que a gente precisava”, disse.

A família afirmou que pretende, aos poucos, retomar a rotina e transformar a experiência vivida em apoio a outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. “Não traz ela de volta, mas a gente consegue seguir em frente e ajudar outras famílias que estão passando pela mesma situação”, completou a tia de Thalita.

João Paulo foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver e corrupção de menores.

Segundo a sentença, os jurados reconheceram que Thalita foi morta com golpes de faca, pedras e pedaços de madeira em uma área de invasão no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará II.

A condenação também aponta que o crime teria sido motivado por uma discussão envolvendo drogas. Conforme o juiz Marcos Francisco Batista, Thalita reclamou da qualidade do entorpecente fornecido pelos envolvidos e exigiu a devolução do celular que teria sido entregue como pagamento.

“Muito alívio”, diz família de Thalita Berquó após condenação de assassino - destaque galeria
7 imagens
Família de Thalita espera condenação e pena máxima para o acusado de matar a mulher
Grupo fez uma roda de oração diante do Fórum antes do início do júri
Thalita Berquó foi morta aos 36 anos com requintes de crueldade
"O sofrimento é muito grande pra todos nós", disse a mãe de Thalita Berquó ao Metrópoles
Familiares e amigos de Thalita Berquó se reuniram no Fórum do Gama para o júri do acusado de matar a mulher
Thalita Berquó foi morta e esquartejada em 13 de janeiro de 2025
1 de 7

Thalita Berquó foi morta e esquartejada em 13 de janeiro de 2025

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Família de Thalita espera condenação e pena máxima para o acusado de matar a mulher
2 de 7

Família de Thalita espera condenação e pena máxima para o acusado de matar a mulher

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Grupo fez uma roda de oração diante do Fórum antes do início do júri
3 de 7

Grupo fez uma roda de oração diante do Fórum antes do início do júri

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Thalita Berquó foi morta aos 36 anos com requintes de crueldade
4 de 7

Thalita Berquó foi morta aos 36 anos com requintes de crueldade

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
"O sofrimento é muito grande pra todos nós", disse a mãe de Thalita Berquó ao Metrópoles
5 de 7

"O sofrimento é muito grande pra todos nós", disse a mãe de Thalita Berquó ao Metrópoles

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Familiares e amigos de Thalita Berquó se reuniram no Fórum do Gama para o júri do acusado de matar a mulher
6 de 7

Familiares e amigos de Thalita Berquó se reuniram no Fórum do Gama para o júri do acusado de matar a mulher

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Thalita foi lembrada pela família como "uma jovem carinhosa, humilde e muito ligada à família"
7 de 7

Thalita foi lembrada pela família como "uma jovem carinhosa, humilde e muito ligada à família"

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

“Luto com justiça”

A advogada assistente de acusação, Cecília Machado Gomes, afirmou que a condenação marca o início de um novo momento para a família da vítima. “Agora, a gente realmente vai começar a viver o luto com justiça”, afirmou.

Amiga próxima da família, Cecília disse que acompanhar o processo foi emocionalmente devastador. Segundo ela, a dor voltou à tona durante o julgamento, principalmente ao rever provas e depoimentos relacionados ao crime.

“Eu conheço a Thalita desde pequena, sou amiga da família toda. A primeira vez que peguei o processo e vi o exame do IML, comecei a chorar, igual hoje”, contou.

A advogada afirmou que precisou escrever sua manifestação para conseguir concluir a sustentação oral no plenário. “Eu falei: ‘Vou ler, porque não vou conseguir falar’. Quando terminou, eu desabei. É tudo muito triste”, disse.

Para Cecília, a condenação representa o fechamento de um ciclo de dor e também uma resposta firme da Justiça. “Foi uma pena máxima. A votação foi unânime e faltaram poucos dias para chegar aos 30 anos”, destacou.

“Crime bárbaro”

O promotor de Justiça Gladson Rauff afirmou que a condenação foi resultado de um trabalho conjunto entre Polícia Civil, Ministério Público e familiares da vítima.

De acordo com o promotor, os jurados compreenderam que as provas apresentadas eram suficientes para condenar João Paulo pelos crimes cometidos contra Thalita. “A gente entendeu que a pena é realmente adequada para a gravidade do delito”, disse.

Gladson também ressaltou a importância da atuação da família durante toda a investigação. “Sem a participação da família da Thalita, com certeza a gente não teria conseguido isso. Foi o empenho deles cobrando a polícia e o Ministério Público que gerou o resultado que tivemos hoje”, declarou.

O representante do Ministério Público classificou o caso como um dos mais bárbaros já acompanhados por ele no Distrito Federal, principalmente pela forma como o crime foi executado.

“É um caso muito bárbaro. Não é comum acontecer no Distrito Federal um crime dessa forma, ainda mais com destruição do cadáver e decapitação”, afirmou.

O promotor destacou que os jurados acolheram integralmente as três qualificadoras apresentadas pela acusação: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

“Ela sofreu 18 facadas, trauma craniano e um sofrimento intenso. Além disso, era uma mulher em uma região de mata sendo atacada por três homens, de forma covarde”, afirmou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?