MPDFT denuncia motorista que causou a morte de três crianças em lagoa
Raimundo Francisco da Silva, 52 anos, estava embriagado no momento em que dirigia o veículo. As três crianças mortas eram irmãs

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou na terça-feira (1º/8) o motorista responsável pela morte de três crianças na Lagoa do Japonês, próximo à divisa de Goiás com São Sebastião.
Raimundo Francisco da Silva (foto em destaque), 52 anos, estava embriagado quando jogou no lago o carro com as crianças e outros adultos. Ele está preso preventivamente desde domingo (30/7).
Caso a denúncia seja aceita, ele responderá por três homicídios qualificados pelo fato de as vítimas serem menores de 14 anos. O MPDFT também espera que ele responda pelo crime de dirigir sob o efeito de álcool.
De acordo com a defesa do acusado, Raimundo está emocionalmente abalado com o ocorrido. “Ele não consegue falar muito sobre o acidente ainda. Jamais imaginou que seria preso, ainda mais por conta de um infeliz acidente”, destacou o advogado Moises Junior.
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Segundo testemunhas, o homem errou a marcha e jogou o carro na lagoa. Os irmãos Sarah Vitoria Barbosa, de 1 ano, Henrique Gabriel Barbosa Maciel, 3 anos, e Miguel Luís Barbosa Maciel, 4, estavam no veículo e morreram afogados.
Outros três adultos que também estavam dentro do carro conseguiram escapar com vida, entre eles a mãe e a avó dos pequenos, identificadas como Silvania Antônia Barbosa, 24 anos, e Maria Adna Antônia de Jesus, 57, respectivamente.
Aos militares as mulheres contaram que saíram do município de Marajó (GO) com um amigo da família e passaram a tarde na lagoa. Ele fugiu do local, mas foi preso logo depois.
Adna e Silvania conseguiram tirar Miguel Luis de dentro do carro. O menino estava às margens do lago, já sem vida, quando os bombeiros chegaram.

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Ver todas“Mal parava em pé”
Uma testemunha que pescava no local disse ter ouvido um barulho do outro lado da margem e, quando se levantou para ver o que era, percebeu que um carro tinha caído na água. Ela conta que ligou para o Corpo de Bombeiros e que, ao chegar ao local, as duas mulheres e Raimundo haviam saído do veículo com uma criança no chão, aparentemente sem vida.
A testemunha disse ainda que “todos estavam embriagados” e que, inclusive, Raimundo “mal parava em pé”. Após ver o cenário trágico, ainda segundo a testemunha, o homem “saiu discretamente do local” enquanto ela tentava informar a localização ao Corpo de Bombeiros.
Depois do socorro inicial, o homem teria percorrido cerca de 6 km até sua residência.
O autor foi convidado a realizar o teste de etilômetro, fornecido pela Polícia Militar, tendo o aparelho apontado o resultado de 0,63 mg/L. O índice é mais que o dobro do percentual considerado crime de trânsito, 0,3 mg/l.


















