MP pede afastamento de agente socioeducativo preso por pedofilia

Servidor público guardava fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito. GDF pode responder por improbidade

atualizado 28/05/2018 21:26

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou o afastamento do agente socioeducativo preso em flagrante com fotos e vídeos de pornografia infantil, no dia 17 de maio. O servidor público, de 47 anos, trabalhava como atendente de reintegração social da Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire).

De acordo com o pedido da Promotoria de Justiça e da Juventude, permitir que o agente continue a exercer suas funções põe em risco a segurança e a dignidade dos adolescentes cumprindo medidas educativas. O não cumprimento da recomendação poderá fazer com que o Governo do Distrito Federal (GDF) responda por improbidade administrativa.

O auto de prisão em flagrante do Grupo de Investigação de Homicídios de Valparaíso de Goiás, encaminhado ao Ministério Público, informa que foram encontradas na residência, especificamente no quarto do agente socioeducativo, diversas imagens e vídeos pornográficos contendo crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito. A pena para esse crime é de 1 a 4 anos de reclusão e multa.

O agente é um dos alvos da Operação Luz na Infância, deflagrada simultaneamente em todo o país. Em Brasília, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) cumpriu 14 mandados judiciais de busca no Plano Piloto e em outras 10 regiões administrativas. Um empresário, um estudante e um aluno de educação física foram presos na Asa Norte, no Cruzeiro Velho e no Park Way. Um professor do ensino médio de 42 anos que morava em Valparaíso (GO) e era lotado no Distrito Federal também foi preso. (Com informações do MPDFT)

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