MP cobra investigação de PMs que divulgaram fotos de moradores de rua

A Promotoria de Justiça Militar do MPDFT pediu que a Corregedoria da PMDF abra uma investigação contra policiais militares do 7º batalhão

atualizado

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da 3ª Promotoria de Justiça Militar, pediu que a Corregedoria da Polícia Militar (PMDF) investigue policiais do 7º Batalhão. O grupo cuida da área do Sudoeste, Cruzeiro e Octogonal. De acordo com o MP, integrantes da unidade fizeram exposição pública de imagens de abordagens de pessoas em situação de rua, realizadas no dia 2 de agosto de 2025.

As imagens teriam sido publicadas no grupo comunitário do WhatsApp denominado “RVP2 SOS PM CRUZ/SUDOESTE”.

Segundo a promotoria, as imagens da abordagem foram divulgadas com a seguinte mensagem:

“Senhores, boa tarde. Visando o compromisso que assumimos com a comunidade em buscar ainda mais soluções para a questão da mendicância na área, haja vista o desconforto que isso gera nos moradores e usuários dos espaços públicos/comerciais, informo-vos que iniciamos hoje a intensificação de policiamento com abordagens incisivas e pontuais às pessoas em situação de rua. Assim, o 7° BPM se mostra comprometido em buscar soluções para as desordens sociais que afligem os senhores, em tudo o que nos for possível fazer. Contém sempre conosco. PMDF, muito mais que segurança”.

Para a promotoria, a conduta revela “a exposição indevida de pessoas abordadas em situação de vulnerabilidade social, em desacordo com a legalidade e a dignidade da função pública”.

Procurada, a PMDF ainda não havia se manifestado até a última atualização deste texto. O espaço segue aberto.

Grupos de WhatsApp

Pelo menos desde 2014, a PMDF conta com o projeto Rede Vizinhos Protegidos. A iniciativa consiste em criar “comunidades” no aplicativo de mensagens com moradores e PMs para servir de apoio ao policiamento operacional de cada área no combate ao crime. Entre 2019 e 2023, ao menos 1.037 prisões foram efetuadas a partir de denúncias feitas nesses grupos.

Nos grupos, moradores e frequentadores de determinadas regiões podem mandar mensagens sobre atividades suspeitas ou denúncias. Também presentes no grupo, os militares se encaminham e averiguam a situação.

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