Motoristas alertaram caminhoneiro na Epia: “Sai, tá pegando fogo!”

Jerce Nildo Cândido disse que, após cabine pegar fogo, teve tempo de tirar mala, documentos e a chave do veículo: "Tudo muito rápido"

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 05/08/2019 12:28

Há 10 anos na estrada, o caminhoneiro Jerce Nildo Cândido (foto em destaque), 42, nunca havia passado por um susto como o desta segunda-feira (05/08/2019). Ele seguia pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Norte quando a carreta-cegonha em que estava começou a pegar fogo. Em pouco tempo, as chamas tomaram conta da cabine. O homem teve ajuda de pessoas que passavam pelo local. Elas gritaram: “Sai, sai, sai! Tá pegando fogo!”.

Jerce vinha de Fortaleza (CE) e levava a carga de veículos, incluindo um Camaro amarelo, para Goiânia (GO), capital goiana. Cinco dos 12 carros que transportava ficariam em Vicente Pires. A carreta, placa KLA 5064-CE, pegou fogo na altura do Setor Militar Urbano, entre as 7h e 7h30, no horário de pico. Os automóveis são usados.

O trânsito precisou ser interrompido para que o Corpo de Bombeiros apagasse as chamas. Por volta das 10h, as faixas estavam liberadas. Mesmo assim, o trânsito seguia lento, por conta da curiosidade dos motoristas.

Além da carreta, outros dois carros foram atingidos pelas chamas: um Renault Sandero, sem placa, de cor prata, totalmente consumido pelo incêndio; e a Toyota Hilux SW4, placa POF 2797-CE, de cor preta, parcialmente destruída. As chamas, segundo o motorista, começaram no assoalho do caminhão. “Em questão de 30 segundos já estava tudo pegando fogo. Peguei minha mala, os documentos e a chave. Não deu tempo de pegar mais nada”, contou.

A polícia estava no trecho que ele percorria na Epia e logo veio orientá-lo. Os Bombeiros chegaram logo em seguida e atenderam a ocorrência com três carros e 13 militares.

O caminhão passa por perícia. Segundo o tenente -coronel Sérgio Menon, do Corpo de Bombeiros, pela análise inicial, o fogo foi mais intenso do lado direito do caminhão. As rodas dianteiras estão completamente queimadas, o que indica que as chamas começaram de baixo para cima. “Há três partes quentes que podem causar incêndio no veículo: os pneus, o motor e a parte elétrica. Agora, temos que realizar a perícia e estudar para ver o que realmente causou essa ocorrência”, destacou o militar.

Ninguém se feriu no acidente. A carga era da empresa para a qual Jerce trabalha. Ele não sabe calcular o prejuízo, mas diz que o seguro será acionado. “Agora é pedir outro caminhão e pé na estrada de novo”, disse.

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