Motorista que perseguiu, atropelou e matou cadela é ouvido pela PCDF

Oitiva ocorreu na última sexta-feira (8/11). Segundo a PCDF, o inquérito já foi relatado e será enviado à Justiça

atualizado 09/11/2021 12:58

Caminhonete persegue cadela em ruaReprodução

O homem apontado como responsável por perseguir, atropelar e matar uma cadela no Setor de Mansões Park Way (SMPW) na última semana foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na sexta-feira (5/11). Após a oitiva, a corporação finalizou o inquérito e indiciou o suspeito.

A 21ª DP (Pistão Sul), que investigou o caso, não informou à reportagem o que o homem alegou. A expectativa da família da cadela Margô é de ter acesso aos relatos ainda nesta segunda (8).

Imagens revoltantes

Como o Metrópoles revelou, o vídeo mostra Margô indo atrás de uma motocicleta e recuando após ser chamada pelo dono. Poucos segundos depois, ela volta correndo, mas dessa vez com uma caminhonete em alta velocidade em seu encalço. Pelo vídeo, fica claro que o condutor não freia, mesmo com a cadelinha à sua frente. O animal morreu na hora.

Confira os frames

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Jairo Rodrigo de Oliveira, 43 anos, dono do animal, conta que a cadela foi até o portão e começou a latir pedindo para sair na noite de terça. Ele abriu o portão e ficou observando. “É noite de feriado, então fui deixar ela andando um pouco. Passou uma moto, eu chamei e a Margô parou de correr. Só que depois veio uma caminhonete: eu gritei, abanei as mãos e o motorista simplesmente acelerou”, lamenta.

Para o companheiro de Margô, o fim do convívio é o que o deixa “destroçado”.

“Eu queria ter um sentimento de revolta, mas não consegui ter. Mas fica um buraco, um vazio. Eu estou trabalhando agora, vou chegar em casa e sei que minha cachorrinha não vai estar lá para brincar com a gente. Não vai ter isso: ela pulando, pedindo o biscoitinho, ficando perto da gente”, desabafa.

Veja o vídeo:

Jairo pede que seja feita Justiça após as apurações. “Quero que o responsável pague com as leis que tem hoje no país pelo que ele fez com a minha cachorra”, reivindica.

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