Motorista bêbada que matou ciclista vai a júri popular nesta 3ª no DF
Luzia Ferreira de Assis estava alcoolizada e sob efeito de cocaína no momento em que atropelou a vítima, em janeiro de 2020

Está prevista para esta terça-feira (3/8) a sessão do júri popular que irá definir o futuro de Luzia Ferreira de Assis, 24 anos, acusada de atropelar e matar o ciclista Jailson Barbosa de Oliveira, 34, em janeiro de 2020. Ela aguardou um ano e meio pelo julgamento em liberdade.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e acatada pelo juiz do Tribunal do Júri de Ceilândia, a ré deve responder pelos crimes de homicídio e direção sob a influência de álcool e cocaína. A decisão de pronúncia baseia-se em prova de materialidade e indícios de autoria do crime.
A família de Jailson tentou conseguir na Justiça uma decisão favorável para acompanhar o julgamento presencialmente, mas, por causa dos protocolos de combate à Covid-19, o pedido foi negado. Núbia Aparecida, irmã da vítima, espera que haja a condenação. “Todos os dias eu peço a Deus para que seja feita justiça. Não desejo que ninguém passe pela situação que a gente passou”, comenta.

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Jailson seguia para o trabalho pela ciclovia da DF-459 quando foi atropelado. O homem trafegava na via, em direção a Ceilândia, e Luzia dirigia seu carro no sentido contrário. O ciclista foi pego de frente e ficou bastante machucado. Levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), ele morreu na manhã de 27 de janeiro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFJailson morava em Brasília havia mais de 15 anos. Pai de uma garotinha de 2 anos, era panificador da Rede Potiguar.
No momento em que foi atropelado, ele seguia para o serviço, em Ceilândia. “Ele trabalhava muito. Era pela filha dele. Falava que precisava defender o pão de cada dia”, contou, à época, a irmã ao Metrópoles.
Segundo Núbia, fazia algum tempo que o irmão caçula havia optado por sair todos os dias de Samambaia para Ceilândia de bicicleta. A preocupação com a saúde era o motivo. “Ele dizia que estava meio acima do peso, então ia unir o útil ao agradável. Vendeu o carro e passou a pedalar todos os dias”, lembra.
A bicicleta, no entanto, era sinônimo de preocupação para Núbia na maior parte do tempo. “Quando chovia, eu sempre mandava mensagem pedindo para ele tomar cuidado com os carros e também para não pegar uma gripe”, completa a irmã.













