Morre o pioneiro e empresário do transporte José Augusto Pinheiro
Empresário foi responsável pelo transporte de trabalhadores da rota Patos de Minas (MG) a Brasília (DF) durante a construção da capital
atualizado
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Pioneiro e empresário do transporte rodoviário José Augusto Pinheiro (foto em destaque) morreu, aos 93 anos, na noite dessa quarta-feira (18/3). O velório do empresário será às 14h30 desta quinta-feira (19/3), na capela 10 do cemitério Campo da Esperança.
Nascido em Paracatu (MG), ele foi responsável pelo transporte de trabalhadores da rota Patos de Minas (MG) a Brasília (DF) durante a construção da capital.
Para o filho do empresário, Éder Pinheiro, tudo que o pai conquistou foi em “prol da família”. Ele conta que José era “comprometido” com o trabalho e fez questão de repassar esse “lema” às futuras gerações da família.
“O que ele fez pela a gente, ele queria que fosse levado para frente e repassado para que cada um pudesse traçar seus caminhos. O papai [José] era o pilar da nossa família e sempre buscava ajudar os outros”, conta.
Ao relembrar as características do pai, Éder destacou o senso de humor do empresário e os gostos do pai por esportes, arte e Música Popular Brasileira (MPB). O filho ainda ressaltou uma paixão do pai fora do ramo empresarial: a aviação.
“Ele teve mais de 17 mil horas de voo como piloto. Conhecia esse país que ele tanta amava de ponta a ponta. Era voo todo dia, mas ainda assim ele se mostrava presente para família e para os outros, mesmo distante”, disse.
O carinho pela família foi destacado pelo ex-genro, Carlos Gurgulino. “Ele foi como um segundo pai para mim. Ele viveu de trabalhar para a ajudar a família dele e foi uma pessoa que teve uma importância capital na minha formação profissional. O bem querer que tenho por ele é enorme”, destacou.
História do empresário com Brasília
Ao relembrar da história do pai, Éder também contou, que, apesar do pai ser um “bom mineiro”, natural de Paracatu (MG), a conexão dele com Brasília (DF) era de “muito amor”.
Isso por que o empresário foi responsável pelo transporte de trabalhadores da rota Patos de Minas (MG) a Brasília (DF) durante a construção da capital.
José, inclusive, recebeu o título de o título de Cidadão Honorário de Brasília pela importância do trabalho prestado durante a construção.
“Ele participou da construção da capital. Foi um dos primeiros caminhões a chegar por aqui [Brasília] e trazer materiais de construção, junto dos trabalhadores”, contou o ex-genro.
O negócio prosperou e, em 1964, adquiriu a Real Expresso, que hoje pertence ao Grupo Guanabara.
Anos depois, José atuou também na fundação da Rodonal, uma das primeiras entidades de transportes.






