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Distrito Federal

Morre motorista que atropelou casal de idosos no Lago Norte

Luciana Pupe Vieira, 46 anos, estava internada em coma havia 52 dias, na UTI do Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul

12/03/2018 10:38, atualizado 12/03/2018 12:14
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Igo Estrela/Especial para o Metrópoles
Morre motorista que atropelou casal de idosos no Lago Norte

A motorista que atropelou e matou um casal de idosos na altura da QL 10 do Lago Norte, em 18 de janeiro, perdeu a batalha pela vida na madrugada desta segunda-feira (12/3). Luciana Pupe Vieira, 46 anos, estava internada havia 52 dias em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul. A assessoria da unidade de saúde confirmou o óbito.

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Cunhado de Luciana, Roberto Sabato disse que a mulher faleceu por volta das 3h30 desta segunda (12) e o corpo deve ser sepultado em Brasília. A causa da morte ainda não foi informada.

Luciana era servidora da Câmara dos Deputados e atropelou Evaldo Augusto da Silva, 75, e a mulher dele, Dulcinéia Rosalina da Silva, 70, enquanto o casal caminhava pela QL 10. Ela conduzia o Mitsubishi ASX, placa JFT 6345-DF, e teria sido acometida por um mal súbito. As vítimas tiveram morte instantânea.

Imagens das vítimas:

Morre motorista que atropelou casal de idosos no Lago Norte - destaque galeria
6 imagens
Eles eram tios de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho
Dulcinéia era irmã de Maria Auxiliadora Rosalino, mãe do rapaz
Evaldo e a mulher tinham acabado de retornar de viagem internacional na qual comemoraram 50 anos de casamento
O casal morreu perto do lugar onde morava, na QL 8 do Lago Norte
As famílias das vítimas e da motorista frequentavam a mesma igreja, a Nossa Senhora do Lago
Evaldo Augusto da Silva e Dulcinéia Rosalino da Silva morreram na hora
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Evaldo Augusto da Silva e Dulcinéia Rosalino da Silva morreram na hora

Reprodução
Eles eram tios de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho
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Eles eram tios de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho

Reprodução
Dulcinéia era irmã de Maria Auxiliadora Rosalino, mãe do rapaz
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Dulcinéia era irmã de Maria Auxiliadora Rosalino, mãe do rapaz

Reprodução
Evaldo e a mulher tinham acabado de retornar de viagem internacional na qual comemoraram 50 anos de casamento
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Evaldo e a mulher tinham acabado de retornar de viagem internacional na qual comemoraram 50 anos de casamento

Reprodução
O casal morreu perto do lugar onde morava, na QL 8 do Lago Norte
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O casal morreu perto do lugar onde morava, na QL 8 do Lago Norte

Reprodução
As famílias das vítimas e da motorista frequentavam a mesma igreja, a Nossa Senhora do Lago
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As famílias das vítimas e da motorista frequentavam a mesma igreja, a Nossa Senhora do Lago

Reprodução

O acidente ocorreu no sentido Clube do Congresso, por volta das 20h, horário que muitos moradores caminham pela região. Devido à violência da colisão, um dos corpos foi arremessado a vários metros de distância do local da tragédia. O velocímetro do veículo ficou cravado em 120 km/h — o limite de velocidade da via é de 60km/h.

Laudo divulgado em 30 de janeiro mostrou que o carro estava a 140km/h no momento do impacto. Não foi possível, no entanto, afirmar as causas da perda da direção do automóvel.

De acordo com uma das linhas de apuração, a condutora, diabética, teria sofrido uma crise de hipoglicemia, desmaiado e perdido o controle do veículo. A irmã de Luciana, Ana Cristina Pupe, 57, confirmou, em entrevista ao Metrópoles, que ela sofria da doença, mas não havia “qualquer indicativo de que ela poderia passar mal, pois era muito monitorada e, inclusive, tinha chip de medição de glicose e uma bomba de infusão de insulina”.

Fotos do acidente:

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7 imagens
A motorista foi retirada do veículo pela equipe do Corpo de Bombeiros e transportada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Instituto Hospital de Base (IHBDF)
O carro ainda seguiu por alguns metros, depois de atingir o casal, e só parou após derrubar um poste
Luciana Pupe Vieira dirigia um Mitsubishi ASX, placa JFT 6345: condutora ficou presa às ferragens
Grande quantidade de pessoas no local, incluindo parentes das vítimas e peritos, auxiliou na identificação das causas e dinâmica da tragédia
Carro que atingiu casal parou no gramado central da via, a cerca de 300m do local do atropelamento
Uma testemunha afirmou que o carro estava em alta velocidade. O velocímetro do Mitsubishi ficou travado em 120km/h
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Uma testemunha afirmou que o carro estava em alta velocidade. O velocímetro do Mitsubishi ficou travado em 120km/h

Igo Estrela/Metrópoles
A motorista foi retirada do veículo pela equipe do Corpo de Bombeiros e transportada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Instituto Hospital de Base (IHBDF)
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A motorista foi retirada do veículo pela equipe do Corpo de Bombeiros e transportada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Instituto Hospital de Base (IHBDF)

Pedro Alves/Metrópoles
O carro ainda seguiu por alguns metros, depois de atingir o casal, e só parou após derrubar um poste
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O carro ainda seguiu por alguns metros, depois de atingir o casal, e só parou após derrubar um poste

Pedro Alves/Metrópoles
Luciana Pupe Vieira dirigia um Mitsubishi ASX, placa JFT 6345: condutora ficou presa às ferragens
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Luciana Pupe Vieira dirigia um Mitsubishi ASX, placa JFT 6345: condutora ficou presa às ferragens

Divulgação/Corpo de Bombeiros
Grande quantidade de pessoas no local, incluindo parentes das vítimas e peritos, auxiliou na identificação das causas e dinâmica da tragédia
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Grande quantidade de pessoas no local, incluindo parentes das vítimas e peritos, auxiliou na identificação das causas e dinâmica da tragédia

Igo Estrela/Metrópoles
Carro que atingiu casal parou no gramado central da via, a cerca de 300m do local do atropelamento
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Carro que atingiu casal parou no gramado central da via, a cerca de 300m do local do atropelamento

Igo Estrela/Metrópoles
O acidente ocorreu na via principal do Lago Norte, perto da Quituart, sentido Plano Piloto-Clube do Congresso
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O acidente ocorreu na via principal do Lago Norte, perto da Quituart, sentido Plano Piloto-Clube do Congresso

Igo Estrela/Metrópoles

Indiciamento
Mesmo internada em coma na UTI, Luciana foi indiciada por homicídio com dolo eventual — quando não há intenção de matar, mas se assume o risco ao adotar determinada conduta. O processo tramitava na 5ª Vara Criminal de Brasília e foi encaminhado ao Tribunal do Júri, Corte responsável pelo julgamento de crimes dolosos.

À época, a decisão não agradou a defesa da motorista. O advogado de Luciana, Pedro Coelho, considerou a deliberação precipitada, pois ainda estavam sendo aguardados exames periciais sobre a possibilidade de a condutora ter sofrido mal súbito enquanto dirigia.