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A motorista que atropelou e matou um casal de idosos na altura da QL 10 do Lago Norte, em 18 de janeiro, perdeu a batalha pela vida na madrugada desta segunda-feira (12/3). Luciana Pupe Vieira, 46 anos, estava internada havia 52 dias em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul. A assessoria da unidade de saúde confirmou o óbito.

Cunhado de Luciana, Roberto Sabato disse que a mulher faleceu por volta das 3h30 desta segunda (12) e o corpo deve ser sepultado em Brasília. A causa da morte ainda não foi informada.

Luciana era servidora da Câmara dos Deputados e atropelou Evaldo Augusto da Silva, 75, e a mulher dele, Dulcinéia Rosalina da Silva, 70, enquanto o casal caminhava pela QL 10. Ela conduzia o Mitsubishi ASX, placa JFT 6345-DF, e teria sido acometida por um mal súbito. As vítimas tiveram morte instantânea.

Imagens das vítimas:

O acidente ocorreu no sentido Clube do Congresso, por volta das 20h, horário que muitos moradores caminham pela região. Devido à violência da colisão, um dos corpos foi arremessado a vários metros de distância do local da tragédia. O velocímetro do veículo ficou cravado em 120 km/h — o limite de velocidade da via é de 60km/h.

Laudo divulgado em 30 de janeiro mostrou que o carro estava a 140km/h no momento do impacto. Não foi possível, no entanto, afirmar as causas da perda da direção do automóvel.

De acordo com uma das linhas de apuração, a condutora, diabética, teria sofrido uma crise de hipoglicemia, desmaiado e perdido o controle do veículo. A irmã de Luciana, Ana Cristina Pupe, 57, confirmou, em entrevista ao Metrópoles, que ela sofria da doença, mas não havia “qualquer indicativo de que ela poderia passar mal, pois era muito monitorada e, inclusive, tinha chip de medição de glicose e uma bomba de infusão de insulina”.

Fotos do acidente:

Indiciamento
Mesmo internada em coma na UTI, Luciana foi indiciada por homicídio com dolo eventual — quando não há intenção de matar, mas se assume o risco ao adotar determinada conduta. O processo tramitava na 5ª Vara Criminal de Brasília e foi encaminhado ao Tribunal do Júri, Corte responsável pelo julgamento de crimes dolosos.

À época, a decisão não agradou a defesa da motorista. O advogado de Luciana, Pedro Coelho, considerou a deliberação precipitada, pois ainda estavam sendo aguardados exames periciais sobre a possibilidade de a condutora ter sofrido mal súbito enquanto dirigia.

 

 

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