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Moradores protestam contra derrubada de árvores em bosque na Asa Norte

População se mobilizou para preservar uma área verde que dará lugar a construção de quadras de tênis

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Derrubada de bosque - Metrópoles
1 de 1 Derrubada de bosque - Metrópoles - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Moradores da Asa Norte se mobilizaram contra a derrubada de árvores em um bosque localizado entre as quadras 715 e 716 Norte. A área verde é alvo de supressão para a instalação de quadras de tênis da empresa paulistana Fast Tennis. Por ser contrária a construção do empreendimento, a comunidade reagiu e protestou com uma manifestação na manhã desta quinta-feira (5/3).

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Equipes da empresa Ecotech, contratada para a derrubada, começaram a supressão na área ao longo desta semana, tombando inclusive um cajueiro. Procurada pelo Metrópoles, a construtora responsável pela obra informou que a retirada ocorre dentro da legalidade e com a devida documentação. Entretanto, diante do protesto, o corte foi temporariamente adiado.

O projeto prevê a retirada de dezenas de árvores e a instalação de quadras de tênis com postes de iluminação de aproximadamente oito metros de altura, voltados para prédios residenciais e casas. Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a empresa comunicou a supressão e tem autorização para a derrubada das árvores.

No entanto, os moradores alegam que a área é um bosque consolidado. Para a comunidade, as árvores desempenham papel importante no microclima da região, na composição da paisagem urbana e na qualidade de vida da vizinhança. A população organizou um abaixo-assinado para a preservação do bosque. O documento já tem 523 assinaturas.

Entre os impactos potenciais apontados pela comunidade estão a perda de área verde consolidada, poluição luminosa causada pela iluminação esportiva noturna, aumento de ruído e da circulação de pessoas e veículos, além de alteração significativa da paisagem e da ambiência residencial.

Os moradores alegam que há ainda um conflito em relação à destinação da área. De acordo com a comunidade, o Geoportal da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh) aponta que a área é destinada para a construção de uma creche ou de uma escola. A Seduh informou à reportagem que ainda não há um processo de licenciamento emitido.

Preocupação da comunidade

A preocupação da vizinhança aumentou após a resposta da Seduh. Em manifestação enviada com base em pedido realizado pela Lei de Acesso à Informação (LAI), o órgão informou que não há processo administrativo ou projeto aprovado para a obra no local, nem alvará ou licenciamento urbanístico registrado.

“Não tem sentido você cortar as árvores para um empreendimento que não está aprovado (…) A comunidade pede tempo para que não haja um atropelo que gere danos sem qualquer razão”, destacou o professor Felipe Estre, residente da quadra.

Ele também defendeu que caso as quadras sejam construídas, vão causar um grande impacto na vizinhança. “É um região importante por causa de conforto climático, sonoro. É uma área usada para recreação, lazer da vizinhança. 

Os moradores também reclamam que não foram avisados sobre a mudança de destinação do terreno para a iniciativa privada. Em 2002, a comunidade já havia apresentado um abaixo-assinado defendendo o bosque. De acordo com a comunidade, não há Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) ou qualquer ato autorizativo relacionado ao empreendimento.

“É um absurdo a gente ter um Plano Nacional de Arborização Urbana que defende a presença de árvores como mecanismo de adaptação e mitigação às mudanças climáticas e esse tipo de empreendimento não consultar a comunidade local”, alegou o morador da quadra, Ilvan Júnior, doutor em ciências florestais e professor do Instituto Federal de Brasília (IFB).

O que diz a construtora

Procurada pela reportagem, a construtora responsável pela obra informou que a retirada das árvores ocorre dentro da legalidade e com a devida documentação. Segundo a Fast Tennis, todos os órgãos competentes foram acionados para a execução do serviço.

A empresa afirma ainda que, inclusive, houve comparecimento da Polícia Militar do DF (PMDF) no local, que verificou a documentação apresentada e não identificou irregularidades.

De acordo com a construtora, o terreno é privado e está devidamente regularizado. O processo para obtenção do alvará de construção está em andamento, motivo pelo qual a obra em si ainda não foi iniciada.

A Fast Tennis também esclareceu que nem todas as árvores serão suprimidas, e que as intervenções realizadas até o momento se referem exclusivamente à preparação e limpeza da área, respeitando os trâmites legais.

Por fim, a empresa destaca que já executou empreendimento semelhante no Lago Sul para a mesma contratante.

Seduh, Ibram e DF Legal

A Seduh informou que ainda não existe processo de licenciamento emitido. “Sendo assim, uma possível irregularidade deve ser verificada pelo DF Legal, órgão responsável pela fiscalização, ou, quanto à supressão vegetal, pelo Ibram”, argumentou em nota enviada ao Metrópoles.

O Ibram afirmou que o corte na região está liberado. “O Brasília Ambiental informa que o procedimento de corte de árvores nativas em lotes urbanos registrados encontra-se previsto no Decreto 39.469/2018. A referida norma indica que, em havendo necessidade de remoção de exemplares arbóreos, deverá ser realizado o procedimento de comunicação de corte”, explicou.

A DF Legal declarou que só pode atuar após o início das obras, por não ter atribuição de fiscalizar poda de árvores.

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