Moradora do DF tem mala trocada por outra com 40 kg de droga em aeroporto de SP
Mulher ficou 24 horas sem comer e enfrentou o constrangimento de ter passado por suspeita de tráfico de drogas diante dos passageiros
atualizado
Compartilhar notícia

Uma moradora do Distrito Federal passou por apuros com as autoridades por conta de um erro durante um voo, na noite dessa segunda-feira (4/5). A mala da psicoterapeuta, de 59 anos, foi confundida com uma bagagem que carregava cerca de 40 quilos de drogas, e ela quase acabou sendo presa injustamente.
A filha da vítima é a engenheira Nicole Meyer, também moradora de Brasília. Ela conta ao Metrópoles que a mãe saiu do DF rumo ao Aeroporto de Guarulhos (SP) e, de lá, viajaria até Munique, na Alemanha, para visitar parentes, em um voo da companhia aérea Lufthansa.
A passageira estava com duas malas, de 7 e 18 quilos, e teve de despachar as duas. O problema começava naquele momento: algum funcionário responsável pelo controle de pertences teria colocado um ticket de identificação da mala da passageira em outra bolsa.
“Minha mãe pegou os dois tickets de bagagem despachada e foi para o avião. Aparentemente, àquela altura estava tudo certo. Mas, quando ela entrou na aeronave, um funcionário da empresa a procurou e disse que a Polícia Federal queria conversar“, conta a filha da vítima. “A PF a abordou com todo mundo do avião olhando”, relata.
“Minha mãe apresentou os tickets das malas dela, e os agentes falaram que o ticket da mala menor estava em uma bagagem que guardava 40 kg de drogas”, explica a filha.
Após uma série de perguntas por parte da PF, a mãe de Nicole conseguiu comprovar que não era dona da tal mala carregada de entorpecentes e seguir viagem até a Alemanha — o voo foi atrasado por conta da ação policial, prejudicando todos a bordo. “Chegando na Alemanha, ela teve de depor à polícia local e também foi liberada”, comenta Nicole.
24h sem comer
Apesar de ter sido liberada, a mãe de Nicole enfrentou o constrangimento de ter passado por suspeita de tráfico internacional de drogas diante de dezenas de passageiros e, mais do que isso, o medo de acabar sofrendo sanções de maneira injusta.
“Ela ficou mais de 24 horas sem comer com essa situação toda”, relata Nicole Meyer. “Foi bem constrangedor, pois a Polícia Federal a abordou já dentro do avião. Ela passou o voo todo com medo de ter algum problema ao chegar na Alemanha“, revela.
“A nossa sorte é que a PF percebeu o erro ainda no Brasil. Se minha mãe chegasse com essa mala na Alemanha, provavelmente teria problemas ainda mais sérios.”
Onde está a mala? E de quem era a droga?
A mala de 7 kg da mãe de Nicole, que inicialmente seria uma bolsa de mão – mas teve de ser despachada devido ao atraso no trajeto entre Brasília e Guarulhos – acabou desaparecendo na confusão. A família acredita que houve uma troca com a bagagem carregada de drogas, e que os pertences da passageira ainda estão no Aeroporto de Guarulhos.
Sem respostas concretas, a mulher está na Alemanha sem os itens que levava na mala, como casaco, itens pessoais e presentes que entregaria a familiares. Em contato com a família, na tarde desta terça-feira (5/5), a Lufthansa declarou que fará uma busca pela mala na manhã desta quarta-feira (6/5).
Quanto à mala carregada com drogas, o Metrópoles contatou a Polícia Federal para confirmar se a corporação encontrou a bagagem; se há suspeitos; que tipo de entorpecente havia na bolsa; entre outros questionamentos.
A reportagem também procurou a companhia aérea Lufthansa e o Aeroporto de Guarulhos para saber quem foi o responsável pela troca das malas. Os órgãos não haviam retornado até a última atualização do texto. O espaço segue aberto.
