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Distrito Federal

Moradora de rua joga papel sujo de cocô dentro de condomínio no DF.

Caso ocorreu na 2ª. De acordo com a síndica, a mulher disse que jogou os dejetos por ter sido xingada pelo zelador, versão que é contestada

09/07/2026 02:55
Material cedido ao Metrópoles
Moradora de rua joga papel sujo de cocô dentro de condomínio no DF

Uma situação constrangedora e curiosa revoltou moradores do Bloco A da Quadra 1211, no Cruzeiro Novo (DF). Uma pessoa em situação de rua arremessou pedaços de papel higiênico e uma embalagem de biscoito, cobertos de cocô, no pilotis do prédio. O caso ocorreu nessa segunda-feira (6/7).

Veja:

Imagens de uma câmera de segurança do edifício mostram o momento em que ela se aproxima das grades, passa uma das mãos por um dos vãos e joga os materiais. Na sequência, ela vai embora do local.

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Ao Metrópoles, a síndica do bloco, Cacau Belliene, disse que olhou a gravação e identificou a autora como sendo uma pessoa em situação de rua que costuma frequentar o local, inclusive conversando com o porteiro e moradores.

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Quando fui conversar, junto ao subsíndico, ela foi terrivelmente ríspida. Perguntei o motivo e ela disse que o zelador tinha a xingado. Só que ele sempre foi solícito, inclusive dando água gelada quando ela pedia”, comentou.

Segundo ela, nesse momento, ela tentou apaziguar as coisas, dizendo que, caso isso ocorresse novamente, era para a mulher procurá-la. “Só que ela retrucou. Disse que, caso se sentisse ameaçada, faria novamente.”

Foi quando a síndica decidiu chamar a Polícia Militar (PMDF) que, de acordo com ela, compareceu prontamente ao local. “Eles conversaram com a senhora e, depois disso, ela recolheu seus pertences e deixou o local onde estava instalada, não permanecendo mais nas imediações do condomínio”, pontuou.

Cacau Belliene reclamou que, atualmente, há uma fragilidade na atuação da polícia, quando o assunto é pessoa em situação de rua. “Em parte, isso se deve às limitações legislativas e diretrizes que restringem a capacidade de ação imediata das forças policiais”, avaliou.

Anteriormente, a polícia tinha maior autonomia para intervir e solucionar tais ocorrências. Hoje, a atuação é condicionada ao registro de boletins de ocorrência, o que tem se mostrado ineficaz”, observou a síndica.

Segundo ela, frequentemente, após a denúncia feita pelos moradores, o fluxo processual resulta na liberação imediata da pessoa em situação de rua.

“Eles voltam à nossa região e passam a intimidar a comunidade. Como resultado, nos sentimos reféns dessa insegurança, sem mecanismos eficazes de proteção ou resposta por parte do poder público”, ressaltou.

Moradora de rua joga papel sujo de cocô dentro de condomínio no DF