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Distrito Federal

Ministério Público inspeciona Rio Melchior após relatório da CPI

Coleta de amostras para testes de toxicidade servirão para embasar ação do MP, que investiga degradação hídrica do curso do rio

02/10/2026 17:53
Divulgação/MPDFT
Rio Melchior

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) e a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Daniela Mara inspecionaram a situação ambiental do Rio Melchior, nesta quarta-feira (30/9). A ação teve como objetivo acompanhar a situação ambiental do curso d’água e reunir informações que possam subsidiar a atuação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Durante a visita, o grupo percorreu propriedades situadas às margens do rio. A professora da UnB, que desenvolve estudos biológicos voltados ao Rio Melchior, foi responsável por coletar amostras em diferentes locais para avaliar as condições da água e dos efluentes despejados.

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O material recolhido será analisado em laboratório por meio de testes de toxicidade que utilizam peixes-zebra como biossensores. Segundo a pesquisadora, essa metodologia permitirá avaliar a contribuição e o grau de contaminação gerado por cada lançamento de esgoto.

“Os resultados ajudarão a compreender os efeitos sobre os organismos aquáticos e poderão subsidiar a investigação de possíveis riscos à saúde humana, além de orientar ações de recuperação do rio e proteção da população e da biodiversidade”, explicou.

Além de diagnosticar o impacto ambiental atual, os dados obtidos durante a inspeção e os laudos técnicos da UnB serão fundamentais para pautar as próximas etapas de atuação da Prodema, definindo as medidas judiciais ou extrajudiciais necessárias para garantir a proteção da biodiversidade e da população do entorno.

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A situação do Rio Melchior é acompanhada pela Prodema, diante de indícios de degradação ambiental e riscos ligados ao manejo de resíduos e efluentes na região
O Relatório da CPI do Rio Melchior apontou que a degradação do rio está relacionada ao lançamento de efluentes de grandes empreendimentos, como estações de tratamento de esgoto, o Aterro Sanitário de Brasília e abatedouros, além de poluição difusa.
A atividade também foi acompanhada pela professora Daniela Mara, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB)
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A atividade também foi acompanhada pela professora Daniela Mara, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB)

Divulgação/MPDFT
A situação do Rio Melchior é acompanhada pela Prodema, diante de indícios de degradação ambiental e riscos ligados ao manejo de resíduos e efluentes na região
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A situação do Rio Melchior é acompanhada pela Prodema, diante de indícios de degradação ambiental e riscos ligados ao manejo de resíduos e efluentes na região

Divulgação/MPDFT
O Relatório da CPI do Rio Melchior apontou que a degradação do rio está relacionada ao lançamento de efluentes de grandes empreendimentos, como estações de tratamento de esgoto, o Aterro Sanitário de Brasília e abatedouros, além de poluição difusa.
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O Relatório da CPI do Rio Melchior apontou que a degradação do rio está relacionada ao lançamento de efluentes de grandes empreendimentos, como estações de tratamento de esgoto, o Aterro Sanitário de Brasília e abatedouros, além de poluição difusa.

Michael Melo/Metrópoles

A CPI do Rio Melchior

O acompanhamento pela Prodema também é um desdobramento direto das apurações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior. Conforme confirmado pelo próprio Ministério Público, a investigação atual foi motivada a partir do relatório final da CPI, documento que foi encaminhado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ao MPDFT para providências.

O documento parlamentar, destacou que a degradação hídrica do curso d’água está associada à poluição difusa e ao despejo de efluentes por parte de grandes empreendimentos da região, incluindo o Aterro Sanitário de Brasília, abatedouros e estações de tratamento de esgoto.

Entre as recomendações do relatório que agora balizam a atuação do MPDFT, está a cobrança pelo reenquadramento ambiental do rio (da atual classe 4 para a classe 3), o que exigiria regras mais rígidas de monitoramento e controle da qualidade da água.

É com base nas evidências levantadas pela CLDF que os promotores e peritos agora avançam com as análises em campo e em laboratório para mensurar o tamanho do dano e cobrar as devidas reparações legais.