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Distrito Federal

Mil cruzes: protesto por mortos da Covid-19 na Esplanada critica Bolsonaro

Manifestantes se dizem suprapartidários de esquerda, mas lideranças petistas participam do ato, que denuncia omissão do governo

28/06/2020 09:21, atualizado 28/06/2020 13:30
Igo Estrela/Metrópoles
Protesto Stop Bolsonaro coloca mil cruzes na Esplanada

Manifestantes fincaram mil cruzes em frente ao Congresso Nacional, pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã deste domingo (27/06). O ato faz parte do movimento internacional Stop Bolsonaro.

As cruzes representam as vítimas da pandemia do novo coronavírus no Brasil. a ação será seguida de ato ecumênico, incluindo a participação de líderes indígenas.

“É uma cerimônia artística para denunciar as mortes que poderiam ter sido evitadas, para se solidarizar com as famílias e para denunciar os responsáveis por esse genocídio. Que nós entendemos que sejam Bolsonaro, (o vice-presidente Hamilton) Mourão e o Centrão”, afirmou a professora Lúcia Iwanow, uma das organizadoras do ato.

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Grupo se dizia suprapartidário de esquerda
 A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação
As manifestações contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro têm sido comuns na Esplanada
Deputada Federal Érika Kokay
Ex-ministro Gilberto Carvalho
Mil cruzes foram fincadas em frente a gramado do Congresso Nacional
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Mil cruzes foram fincadas em frente a gramado do Congresso Nacional

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Grupo se dizia suprapartidário de esquerda
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Grupo se dizia suprapartidário de esquerda

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 A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação
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A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação

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As manifestações contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro têm sido comuns na Esplanada
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As manifestações contra e a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro têm sido comuns na Esplanada

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Deputada Federal Érika Kokay
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Deputada Federal Érika Kokay

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Ex-ministro Gilberto Carvalho
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Ex-ministro Gilberto Carvalho

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Grupo aponta falta de ações do governo federal em relação às mortes pelo coronavírus
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Grupo aponta falta de ações do governo federal em relação às mortes pelo coronavírus

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A manifestante Flávia Rodrigues
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A manifestante Flávia Rodrigues

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Manifestação lembrou do perigo que o coronavírus significa aos povos indígenas
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Manifestação lembrou do perigo que o coronavírus significa aos povos indígenas

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 A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação
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A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação

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A manifestação foi organizada pelo grupo Coletivo Resistência e Ação, que se intitula suprapartidário de esquerda. Apesar disso, o ato teve participação de Gilberto Carvalho, liderança nacional do Partido dos Trabalhadores, e Érica Kokay, deputada federal pelo PT.

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“É fundamental a gente prestar as nossas homenagem às pessoas que estão sendo vítimas de tanta negligência do próprio Estado e que têm sido vítimas dessa crise sanitária. Então, em primeiro lugar, é uma homenagem: todo mundo que parte é o amor de alguém”, disse a parlamentar.

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Segurança

A Polícia Militar do DF (PMDF) mobilizou equipes para monitorar e garantir a segurança do protesto. O ato Stop Bolsonaro ocorre em mais de 50 cidades de vários países. Além de manifestações presenciais, o protesto também terá ações virtuais.

Segundo o padre Aguinaldo Pereira de Oliveira Júnior, diretor nacional do Serviço Jesuíta aos Migrantes e Refugiados no Brasil, a entrada da pandemia no interior é preocupante, principalmente, pelo fato de a doença estar infectando cada vez mais a população carente. Para o religioso, os mais pobres correm o risco de serem dizimados pela falta de acesso a tratamento e leitos de UTI.

“Primeiro, vemos o ato como simbólico, profético de preocupação com o nosso país. Temos acompanhado a preocupação do papa Francisco, desde Roma, com a situação de Manaus, de São Paulo, com os ribeirinhos, com os indígenas. Ou seja, a população mais vulnerável, que está mais exposta ao contágio da pandemia”, ponderou.

“Acredito que a gente precise de menos notas e mais gestos proféticos que denunciem e anunciem o país que nós queremos”, comentou.

Segundo a servidora pública Flávia Rodrigues, não fosse pelo trabalho técnico do Sistema Único de Saúde e pelos profissionais de saúde, a pandemia teria causado um número maior de vítimas. “Dessas mais de 50 mil mortes que aconteceram, muitas poderiam ter sido evitadas se houvesse políticas públicas federais efetivas”, pontuou.