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Distrito Federal

Metrópoles/Ideia: 46,6% do DF é a favor da expansão de escolas militarizadas

Atualmente, a Polícia Militar gere em conjunto com a Secretaria de Educação 11 centros de ensino, outros 2 estão em fase de implementação

22/08/2022 02:30
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Michael Melo/Metrópoles
Policiais militares e alunos em escola militarizada no DF - Metrópoles

O aumento do número de escolas militarizadas no Distrito Federal é bem visto por 46,6% da população da capital segundo a pesquisa exclusiva Metrópoles/Ideia. Atualmente, a Polícia Militar (PMDF) gere em conjunto com a Secretaria de Educação 11 centros de ensino, outros dois locais estão em fase de implementação e há ainda outras quatro do modelo de gestão só que em parceria com o Governo Federal.

O levantamento ainda mostra que 39,1% dos entrevistados são contrários ao modelo, enquanto que 14,3% não souberam responder.

Separado por sexo, as mulheres são mais favoráveis à gestão militarizada das escolas. A pesquisa do Metrópoles/Ideia expõe que 49,3% das moradoras da capital posicionam-se positivamente com relação à uma expansão, enquanto que entre os homens a aprovação é menor: 43,6%.

MP revoga nota que considerava legal projeto de escolas militarizadas

Quando segmentado por idade, quanto mais velha a parte da população ouvida, maior a aprovação. Veja:

  • 16 a 24 anos
    • Sim – 40,6%
    • Não –  43,8 %
    • Não sabe – 15,6%
  • 25 a 34 anos
    • Sim – 48,6%
    • Não – 37,1%
    • Não sabe – 14,3%
  • 35 a 44 anos
    • Sim – 45%
    • Não – 41,8%
    • Não sabe – 13,2%
  • 45 a 59 anos
    • Sim – 53%
    • Não – 32,8%
    • Não sei – 14,2%

Para Alexandre Veloso, presidente da Associação de Pais e Alunos do DF (Aspa-DF), o resultado da pesquisa reflete o sentimento geral da população da capital. “Sinaliza bem a impressão que temos ao conversar com os pais e visitar as escolas”, explica.

Conforme ele destaca, esses centros de ensino são os mais procurados pelos responsáveis. “Até por isso o número de mulheres favoráveis é maior, pois normalmente as mães que cuidam da educação dos filhos”, conta.

Já Afonso Galvão, integrante do Instituto Expert Brasil e da Escola Lacaniana de Psicanálise de Brasília, afirma que políticas públicas não devem ser feitas necessariamente com base no que a população acha.

“Há uma impressão de que a gestão compartilhada pode oferecer uma educação melhor por causa da disciplina militar. Essa, no entanto, é uma visão tacanha, independente de ser o que a maioria pensa”, discorre.

Segundo ele, a escola não deve ter como objetivo formar o cidadão civil seguindo a ordem militar. “A escola não é um ambiente de obediência, mas de debate. O objetivo de um centro de ensino é totalmente diferente de um batalhão. Ver a militarização das escolas como solução é uma visão preguiçosa. Falta, na verdade, política pública”, analisa.

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