Mesmo com resistência de vizinhança, DF terá nova unidade de semiliberdade
Comunidade do Núcleo Bandeirante reclamava da presença de jovens infratores em área residencial, mas ação do MPDFT garantiu funcionamento

O Distrito Federal terá de manter em funcionamento a unidade de semiliberdade do Núcleo Bandeirante. Apesar de pressão contrária da vizinhança onde fica o imóvel alugado para receber jovens infratores, a 2ª Promotoria de Justiça de Execução de Medidas Socioeducativas (Premse), do Ministério Público do DF e Territórios, obteve liminar que obriga o governo local a acolher os adolescentes socioeducandos nesse endereço. A Vara de Execução de Medidas Socioeducativas determinou, ainda, prazo de cinco dias para o início das atividades.
Os moradores da região reclamaram que não haviam sido consultados para a instalação da unidade nas proximidades de área residencial. Mas, de acordo com a decisão judicial, “não se apresenta razoável nem desejável o não funcionamento de unidade socioeducativa em prejuízo de adolescentes socioeducandos, após já existir contrato de locação firmado e mudança realizada, por questões meramente políticas e pressão da comunidade vizinha”.

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Ver todasO imóvel do Núcleo Bandeirante acolherá 20 jovens sentenciados à medida socioeducativa que estavam alojados, de forma inapropriada, na unidade de internação do Recanto das Emas. O Distrito Federal conta, hoje, com cinco unidades de semiliberdade localizadas em áreas residenciais. Ela ficam no Guará, em Taguatinga e no Gama. Segundo o promotor de Justiça Márcio Almeida, “não há evidências de que, após o regular funcionamento dessas unidades, tenha havido o incremento da criminalidade em suas imediações”.
Com informações do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).
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