Menina que viu mãe de Rhuan esquartejá-lo vai morar com o pai no Acre

Após ser atendida por psicólogos e assistentes sociais, a menina concordou em se mudar do DF

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 17/06/2019 10:45

A menina, de 8 anos, que presenciou o esquartejamento e a morte de Rhuan Maycon da Silva Castro, 9, em Samambaia, começará uma nova etapa da vida. Desta vez, ao lado do pai, o agente penitenciário de Rio Branco (AC) Rodrigo Oliveira.

Após ser atendida por psicólogos e assistentes sociais e fazer pequenos passeios com pai, a menina concordou em morar com a família, no Acre. Ela estava em um abrigo desde 31 de maio, quando a mãe, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 28, e a companheira, Rosana Auri da Silva Candido, 27, tiraram vida de Rhuan.

A garotinha embarcou para Rio Branco nesse sábado (15/06/2019) e vai morar com o pai e a madrasta. Ela seguirá com acompanhamento de profissionais do governo do Acre. Essa era a vontade dele desde o dia em que Kacyla desapareceu com a filha. O servidor procurava a criança havia cinco anos e, assim que soube do caso, se movimentou para vir a Brasília e reencontrá-la.

Oliveira chegou ao Distrito Federal em 2 de junho. Primeiramente, ele foi levado até a 26ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso e, em seguida, para o abrigo, em Ceilândia, onde encontrou a filha.

Morto e esquartejado

Rhuan foi morto pela mãe com ajuda da companheira dela enquanto dormia. Ambas confessaram o crime. De acordo com a polícia, depois de matarem Rhuan a facadas, as mulheres esquartejaram, degolaram a criança e tentaram queimar partes do corpo na churrasqueira da casa onde moravam.

A equipe do Conselho Tutelar II de Samambaia explicou que, apesar do histórico de maus-tratos, não havia nenhuma denúncia formalizada na unidade de proteção aos direitos das crianças e adolescentes. A situação de vulnerabilidade de Rhuan tornou-se difícil de ser descoberta porque ele não frequentava a escola havia mais de dois anos.

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