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Distrito Federal

Menina de 8 anos tentou correr, mas foi perseguida, esfaqueada e morta

Segundo as investigações da PCDF, a garota de 8 anos tentou fugir do ataque de Adenilson Santos, mas foi alcançada e executada

07/02/2022 20:12, atualizado 07/02/2022 21:04
Reprodução
Izadora de Sousa Paraguai

Izadora Sousa, a garota de 8 anos que morreu esfaqueada em Samambaia no sábado (5/2), ainda tentou correr do autor do crime, Adenilson Santos Costa, 35, mas foi perseguida e atingida na barriga. As informações são da 26ª DP, que investiga o caso.

“Os relatos são de que a criança fugiu. Mesmo assim, ele perseguiu e desferiu um golpe no abdômen dela”, contou o delegado Rodrigo Carbone, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (7/2).

Segundo a investigação, Adenilson mantinha um relacionamento com uma das vítimas, Eudicilene de Sousa Barros, 50. Ela não seria parente, mas sim amiga das demais mulheres esfaqueadas e da criança. Eunice Maria, que morreu nesta segunda, é mãe de Adélia Sousa e Ana Paula Paraguai, além de avó da falecida Izadora Sousa, de 8 anos, filha de Adélia. Todas estavam em uma reunião familiar.

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“Era uma reunião familiar. Inclusive, isso faz com que, para nós, exista um contexto de violência doméstica, um contexto familiar. Por mais que a Eudicilene, que era almejada, não fosse parte daquela família, toda a violência, tudo o que aconteceu foi nesse âmbito familiar”, explicou Larizatti.
Menina de 8 anos tentou correr, mas foi perseguida, esfaqueada e morta - destaque galeria
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
Menina de 8 anos tentou correr, mas foi perseguida, esfaqueada e morta - imagem 3
Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
Delegados Rodrigo Carbone e Rodrigo Larizatti falam sobre as tentativas de feminicídio que levaram ao óbito da criança Izadora
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia

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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas

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Apesar de manter um relacionamento com Eudicilene há aproximadamente 2 anos, não havia registro de agressão anterior no relacionamento em questão, mas o motivo do ataque recente seria ciúmes. Os registros de Maria da Penha anteriores são de outro relacionamento.

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“Ele confessou. E no momento de fúria, partiu para o ataque e começou a desferir os golpes”, contou Carbone. Adenilson disse que não lembra se teria agredido as demais mulheres e a criança.

Criança no colo

Ana Paula estaria carregando uma criança no colo na hora do ataque, que seria filha dela, mas a polícia não tem informações sobre o sexo e a idade. De acordo com o testemunho, quando Adenilson a atacou, a mulher teria se virado para proteger a criança e acabou sendo ferida no braço.

O marido de Ana Paula estava em um dos cômodos da casa. Ao perceber o ataque, ele partiu para cima do agressor. Além de desarmar Adenilson, conseguiu levá-lo para fora da residência. Para os delegados, a reação do homem evitou um cenário ainda pior, pois o agressor não apresentava sinais de que iria parar. “Isso ajudou a impedir que um mal maior acontecesse”, resumiu Carbone.

Perfil

Na avaliação de Carbone, ainda são necessários mais elementos para traçar um perfil de Adenilson. “O que a gente pode adiantar é que realmente ele agiu por impulso. É uma pessoa agressiva. Extremamente agressiva. Agiu por impulso, movido por ciúmes”, comentou. “O grau de agressividade dele realmente destoa da normalidade”, finalizou.

Para Larizatti, o criminoso apresenta os traços clássicos de agressores domésticos, com registros de agressões. “Isso mostra a importância da rede de proteção à mulher. Se com a rede acontecem casos assim, imagina sem ela”, pontuou. O delegado ressaltou a importância das denúncias e do registro de ocorrência em qualquer caso de violência doméstica.

A polícia aguarda os laudos técnicos das vítimas e a perícia no corpo de Izadora.