Menina de 8 anos tentou correr, mas foi perseguida, esfaqueada e morta

Segundo as investigações da PCDF, a garota de 8 anos tentou fugir do ataque de Adenilson Santos, mas foi alcançada e executada

atualizado

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Izadora de Sousa Paraguai
1 de 1 Izadora de Sousa Paraguai - Foto: Reprodução

Izadora Sousa, a garota de 8 anos que morreu esfaqueada em Samambaia no sábado (5/2), ainda tentou correr do autor do crime, Adenilson Santos Costa, 35, mas foi perseguida e atingida na barriga. As informações são da 26ª DP, que investiga o caso.

“Os relatos são de que a criança fugiu. Mesmo assim, ele perseguiu e desferiu um golpe no abdômen dela”, contou o delegado Rodrigo Carbone, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (7/2).

Segundo a investigação, Adenilson mantinha um relacionamento com uma das vítimas, Eudicilene de Sousa Barros, 50. Ela não seria parente, mas sim amiga das demais mulheres esfaqueadas e da criança. Eunice Maria, que morreu nesta segunda, é mãe de Adélia Sousa e Ana Paula Paraguai, além de avó da falecida Izadora Sousa, de 8 anos, filha de Adélia. Todas estavam em uma reunião familiar.

“Era uma reunião familiar. Inclusive, isso faz com que, para nós, exista um contexto de violência doméstica, um contexto familiar. Por mais que a Eudicilene, que era almejada, não fosse parte daquela família, toda a violência, tudo o que aconteceu foi nesse âmbito familiar”, explicou Larizatti.
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
Delegados Rodrigo Carbone e Rodrigo Larizatti falam sobre as tentativas de feminicídio que levaram ao óbito da criança Izadora
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Delegados Rodrigo Carbone e Rodrigo Larizatti falam sobre as tentativas de feminicídio que levaram ao óbito da criança Izadora

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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia

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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas

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Apesar de manter um relacionamento com Eudicilene há aproximadamente 2 anos, não havia registro de agressão anterior no relacionamento em questão, mas o motivo do ataque recente seria ciúmes. Os registros de Maria da Penha anteriores são de outro relacionamento.

“Ele confessou. E no momento de fúria, partiu para o ataque e começou a desferir os golpes”, contou Carbone. Adenilson disse que não lembra se teria agredido as demais mulheres e a criança.

Criança no colo

Ana Paula estaria carregando uma criança no colo na hora do ataque, que seria filha dela, mas a polícia não tem informações sobre o sexo e a idade. De acordo com o testemunho, quando Adenilson a atacou, a mulher teria se virado para proteger a criança e acabou sendo ferida no braço.

O marido de Ana Paula estava em um dos cômodos da casa. Ao perceber o ataque, ele partiu para cima do agressor. Além de desarmar Adenilson, conseguiu levá-lo para fora da residência. Para os delegados, a reação do homem evitou um cenário ainda pior, pois o agressor não apresentava sinais de que iria parar. “Isso ajudou a impedir que um mal maior acontecesse”, resumiu Carbone.

Perfil

Na avaliação de Carbone, ainda são necessários mais elementos para traçar um perfil de Adenilson. “O que a gente pode adiantar é que realmente ele agiu por impulso. É uma pessoa agressiva. Extremamente agressiva. Agiu por impulso, movido por ciúmes”, comentou. “O grau de agressividade dele realmente destoa da normalidade”, finalizou.

Para Larizatti, o criminoso apresenta os traços clássicos de agressores domésticos, com registros de agressões. “Isso mostra a importância da rede de proteção à mulher. Se com a rede acontecem casos assim, imagina sem ela”, pontuou. O delegado ressaltou a importância das denúncias e do registro de ocorrência em qualquer caso de violência doméstica.

A polícia aguarda os laudos técnicos das vítimas e a perícia no corpo de Izadora.

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