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Na Mira

Morre Eunice Maria, avó da criança de 8 anos esfaqueada em Samambaia

Ela estava internada há dois dias após também ser esfaqueada por Adenilson Santos Costa

Matheus Garzon, Carlos Carone, Mirelle Pinheiro07/02/2022 19:29, atualizado 07/02/2022 19:55
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Reprodução
Morre Eunice Maria, avó da criança de 8 anos esfaqueada em Samambaia

Depois de ficar dois dias internada por ter sido esfaqueada por Adenilson Santos Costa, 35 anos, a avó da menina Izadora de Souza do Nascimento, 8, morreu nesta segunda-feira (7/2). Eunice Maria de Souza, 54 anos, é a segunda vítima fatal do esfaqueamento ocorrido no sábado (5/2) em Samambaia.

A mulher que mantinha um relacionamento com o criminoso ainda se encontra em estado grave. Eudicilene de Sousa Barros, 50, estava na casa, mas não era parente, e sim amiga das demais mulheres.

A tendência é que o indiciamento do autor do crime mude após a morte de mais uma vítima. Durante a tarde desta segunda, a 26ª DP havia informado que Adenilson responderia por um feminicídio e tentativa de outros quatro.

“Era uma reunião familiar. Inclusive isso faz com que para nós haja um contexto de violência doméstica, um contexto familiar. Por mais que a Eudicilene, que era almejada, não fosse parte daquela família, toda a violência, tudo o que aconteceu foi nesse âmbito familiar”, explicou Larizatti.
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
Morre Eunice Maria, avó da criança de 8 anos esfaqueada em Samambaia - imagem 3
Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
Delegados Rodrigo Carbone e Rodrigo Larizatti falam sobre as tentativas de feminicídio que levaram ao óbito da criança Izadora
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Delegados Rodrigo Carbone e Rodrigo Larizatti falam sobre as tentativas de feminicídio que levaram ao óbito da criança Izadora

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Crime ocorreu em uma casa em Samambaia
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Crime ocorreu em uma casa em Samambaia

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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas
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Tia da vítima foi uma das esfaqueadas

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O delegado Carbone decidiu indiciar o acusado pelo feminicídio da criança e tentativa contra as outras quatro vítimas. As penas vão de 12 a 30 anos de prisão para cada eventual condenação.

Adenilson mantinha um relacionamento com Eudicilene há aproximadamente dois anos. Não há registro de agressão anterior no relacionamento em questão, mas o motivo do ataque recente seria ciúmes.

“Ele confessou. E no momento de fúria ele partiu para o ataque e começou a desferir os golpes. Ele alega que, em relação às outras vítimas, não se recorda dessa parte”, contou Carbone. Adenilson disse não se lembrar se teria agredido as demais mulheres e a criança.

Criança no colo

Ana Paula estaria carregando uma criança no colo na hora do ataque. A criança seria filha dela, mas a polícia não tem informações sobre o sexo e a idade. De acordo com o testemunho, quando Adenilson a atacou ela tentava proteger a criança, e foi ferida no braço.

O marido de Ana Paula estava em um dos cômodos da casa. Ao perceber o ataque, ele partiu para cima do agressor. Além de desarmar Adenilson, conseguiu levá-lo para fora da residência. Para os delegados, a reação do homem evitou um cenário ainda pior, pois o agressor não apresentava sinais de que iria parar. “Esse ajudou a impedir que um mal maior acontecesse”, resumiu Carbone.

Segundo o delegado Carbone, Adenilson responde por quatro inquéritos de Lei Maria da Penha, que seriam de um relacionamento anterior. O último data de 2020 e há registro de medida protetiva. Há relatos de ameaça e agressão contra a ex-companheira.

As mulheres atingidas, segundo contam, teriam tentado proteger a companheira de Adenilson, Eudicilene, que foi golpeada no abdômen. “Os relatos são de que a criança fugiu. Mesmo assim, ele perseguiu a criança e desferiu um golpe no abdômen dela”, contou Carbone.

Perfil

Na avaliação de Carbone, ainda são necessários mais elementos para traçar um perfil de Adenilson. “O que a gente pode adiantar é que realmente ele agiu por impulso. É uma pessoa agressiva. Extremamente agressiva. Agiu por impulso, movido por ciúmes”, comentou em depoimento. “O grau de agressividade dele realmente destoa da normalidade”, finalizou.

Para Larizatti, o criminoso apresenta os traços clássicos de agressores domésticos, com registro de agressões. “Isso mostra a importância da rede de proteção à mulher. Se com a rede acontecem casos assim, imagina sem ela”, pontuou. O delegado ressaltou a importância das denúncias e do registro de ocorrência em qualquer caso de violência doméstica.

A polícia aguarda os laudos técnicos das vítimas e a perícia do corpo de Izadora.