Menina de 12 anos que atropelou homem costumava manobrar carro do pai. Veja vídeo
Acidente ocorreu nesta quarta-feira (25/3), em São Sebastião. Ao confundir pedais, menina atropelou e matou um homem de 63 anos
atualizado
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Comerciantes vizinhas do local onde uma menina de 12 anos atropelou e matou um homem de 63 anos, em São Sebastião (DF), afirmaram que manobrar o carro do pai fazia parte da rotina da adolescente.
Segundo Thaynara Durães, a garota já havia feito a mesma manobra em outras ocasiões, geralmente no horário em que a entrada da loja era lavada.
Entenda o caso
- O acidente ocorreu na manhã desta quarta-feira (25/3), por volta das 9h20, próximo ao Caic de São Sebastião (DF).
- A adolescente de 12 anos confundiu os pedais do carro ao manobrá-lo para estacionar na garagem.
- José Brito dos Santos, de 63 anos, foi atropelado e morreu no local.
- A menina e o pai foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para registro do ato infracional.
- Os pais autorizaram que o ato infracional fosse registrado.
“Era comum ela tirar o carro [da vaga] e colocar em frente ao portão. Eu já vi, umas quatro, cinco vezes, ela fazendo isso bem no horário que a gente tá limpando [a entrada da loja]”, disse a vendedora Thaynara Durães.
A colega de Thaynara, Maria Williane Barbosa, reforçou que, embora não tenha presenciado o acidente, ouviu o barulho da colisão e acionou o socorro imediatamente.
“Só escutei o barulho e, quando corri para ver, ele [vítima] estava no chão, agonizando. Na mesma hora, ligamos para o socorro e, em 5 minutos, eles chegaram aqui”, contou Maria.
Segundo as comerciantes, um bombeiro à paisana iniciou os primeiros atendimentos até a chegada dos equipes oficiais.
Proprietária do veículo
Já a dona do veículo atingido pela adolescente contou ao Metrópoles que fica sabendo do acidente pelas redes sociais.
“Eu vi, pelo perfil oficial da Administração de São Sebastião no Instagram, que tinha acontecido um acidente. Fiquei chocada, porque o carro parecia o meu. Fiquei tentando ver se conseguia identificar a placa, mas não consegui. Enquanto isso, alguém me ligou, preocupado, achando que eu tinha causado o acidente. Expliquei que estava trabalhando e que meu carro estava no estacionamento”, relatou.
Na hora do acidente, ela estava sozinha na loja onde trabalha e precisou esperar o responsável chegar para poder sair.
Sobre o prejuízo, a dona do veículo comentou que precisará acionar o guincho e avaliar os danos.
“Eu não posso ficar sem carro. Moro no Morro da Cruz e dependo diariamente do transporte para trabalhar e pegar ônibus. Não tem como ficar sem ele. O prejuízo será grande”, afirmou.












