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Com o principal reservatório do Distrito Federal chegando a 58,6% de sua capacidade e previsão de chuva até o início da seca, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) autorizou a Caesb a aumentar a vazão média mensal captada do Descoberto para 3,3 metros cúbicos por segundo. Também ampliou a retirada diária dos irrigantes no período das 6h às 9h, que estava limitada ao mesmo horário, mas em dias alternados. A medida beneficia principalmente os agricultores.

De acordo com a agência, a decisão levou em consideração o aumento do volume útil dos dois reservatórios (Descoberto e Santa Maria). A partir dessa análise, as curvas de referência adotadas para o acompanhamento dos reservatórios foram atualizadas para o ano de 2018, considerando-se o volume de 800 milímetros de chuva esperado entre março e dezembro, na bacia hidrográfica do Descoberto, e de 670mm para a de Santa Maria.

Com isso, a expectativa é de volume útil do Descoberto de 37% e o de Santa Maria, 29% no final do ano. Para o presidente da Caesb, Maurício Luduvice, ainda é cedo para afirmar que a recuperação dos reservatórios possa significar o fim do racionamento. No fim de semana, por duas vezes, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) declarou que, “sem dúvidas”, o rodízio de água para os brasilienses iria acabar este ano.

A curva de acompanhamento dos reservatórios foi elaborada a partir do estudo de cenários feito pela Adasa, com a participação da Caesb e da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri).

A avaliação é feita com base nos níveis do reservatório, cuja alteração se dá em razão da situação climática, das entradas de água trazidas pelos afluentes; e das saídas, oriundas do consumo pela população, do consumo dos agricultores (na bacia do Descoberto) e da evaporação.