Médico mantém salário na Saúde do DF mesmo sem bater ponto há 4 anos

Segundo a própria secretaria, Allan Duailibe tem matrícula, recebe salário, mas não registra ponto desde 2018

atualizado 24/11/2022 8:40

Fachada dos Hospital Regional de Santa Maria, onde Isabella Raíssa dos Santos Lima, está internada na UTI Rafaela Felicciano/Metrópoles

Um médico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, lotado no Hospital de Santa Maria, recebe salário mesmo sem registrar presença na folha de ponto. Segundo a própria pasta, Allan Wlisses de Moraes dos Duailibe Barros não aparece no local e não há registro de ponto, pelo menos, desde 2018.

Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), o Metrópoles questionou a secretaria sobre a situação do profissional. Em resposta, a pasta reiterou que o funcionário público está “inassíduo, a despeito de estar recebendo normalmente seu salário e de não estar em gozo de licença médica, situação que já foi questionada junto às instâncias superiores, ainda sem resposta.”

A pasta ainda informou que “após busca feita nos arquivos de folhas de ponto correspondente ao período compreendido entre os anos de 2018 e 2022, não foi localizado nenhum espelho de ponto do servidor” nos arquivos.

De acordo com o Portal da Transparência do GDF, apenas em 2022, Allan recebeu mais de R$ 145 mil entre janeiro e setembro. Por ano, ele ganha cerca de R$ 100 mil em proventos.

Veja:

Os dados são públicos e podem ser pesquisados por meio deste link.

Exoneração e prisão

Em 2019, Allan foi exonerado do cargo de superintendente da Região Sul de Saúde. A exoneração ocorreu três dias após as fortes chuvas que provocaram estragos e alagamentos em uma das unidades sob gestão de Barros, o Hospital Regional do Gama (HRG). Os prejuízos provocaram o adiamento de cirurgias e a paralisação de procedimentos do tipo por 20 dias.

Após alagamento no HRG, GDF exonera superintendente da Região Sul

Em 2018, o médico foi preso por não pagar a pensão alimentícia que devia a um filho. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso, na época, estava a cargo da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul).

A reportagem não conseguiu encontrar o profissional. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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