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Distrito Federal

MC Bandida faz protesto em frente ao Palácio do Buriti em defesa das escolas de samba do DF

Funkeira e representantes de algumas agremiações querem que o GDF libere verba para o desfile deste ano

08/01/2016 13:22, atualizado 08/01/2016 13:52
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Fotos: Rafaela Felicciano/Metrópoles
MC Bandida faz protesto em frente ao Palácio do Buriti em defesa das escolas de samba do DF

Indignados com a decisão do Governo do Distrito Federal de não liberar mais uma vez recursos para o desfile das escola de samba no Carnaval, alguns representantes de agremiações do DF e a funkeira MC Bandida, rainha de bateria da escola Unidos do Varjão, fizeram um protesto em frente ao Palácio do Buriti nesta sexta-feira (8/1).

Conhecida por protestos inusitados na capital, a funkeira MC Bandida estava vestida com a fantasia que desfilou em seu último Carnaval, em 2013. “Cadê o samba?”, questionou a funkeira, cobrando recursos para o desfile. “O governo arrecada o ano inteiro e em cima da hora vem dizer que não tem dinheiro para o Carnaval? Isso está muito errado”, protestou.

 

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Com o protesto, as escolas e a funkeira esperam que o GDF e a Secretaria de Cultura revejam a decisão de não fazer o pagamento. Segundo o passista da Aruc Flavinho Sambista, o governo teria prometido fazer repasses para as agremiações no início do ano passado, quando foi suspenso, também, o desfile de 2015. “Houve um acordo, uma promessa, que foi quebrada”, desabafou.

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A expectativa era de que o GDF liberasse R$ 6,5 milhões para o desfile. Geomar Leite, presidente da União das Escolas de Samba e Blocos do DF, disse que as agremiações acumulam uma dívida de R$ 2,5 milhões com fornecedores e prestadores de serviço. Já os 30 blocos de rua vão receber R$ 780 mil do governo.

O secretário de Cultura, Guilherme Reis, sugeriu que as agremiações do DF busquem outras maneiras para captar verbas para os desfiles. “Esse prejuízo está se arrastando de 2014 e é lamentável. Vivemos uma crise muito grave. Por isso, é mais prudente e responsável arcar com aquilo que conseguimos. Não vamos largar as escolas de samba. Não posso prometer nada, mas vamos tentar algo para o ano que vem. Essas entidades devem buscar ajuda de iniciativas privadas”, disse em entrevista coletiva nesta semana.