Marcha da Maconha no DF acaba com usuários presos e facas apreendidas

A Polícia Militar prendeu 14 pessoas por porte de drogas. Cinco adolescentes também foram apreendidos durante a manifestação pela legalização

Raimundo Sampaio/Especial para o MetrópolesRaimundo Sampaio/Especial para o Metrópoles

atualizado 30/05/2019 18:01

Manifestantes se reuniram, na tarde desta quinta-feira (30/05/2019), em frente à Catedral de Brasília para a Marcha da Maconha. Às 16h20, o grupo começou a caminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ato foi encerrado cerca de uma hora depois. Segundo a organização, 1 mil pessoas participaram da atividade.

As forças de segurança foram acionadas para acompanhar o ato em favor da descriminalização da maconha. Antes de a marcha começar, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) revistou boa parte dos manifestantes. Oficiais da Vara da Infância e da Juventude também participaram da vistoria.

Segundo a PMDF, 14 pessoas foram presas por uso e porte de drogas, sendo que uma delas pode ser enquadrada por tráfico. Cinco adolescentes também foram apreendidos. A polícia ainda recolheu 42 tesouras, quatro facas, um soco-inglês, um cachimbo e outros objetos perfurantes (veja o vídeo abaixo).

Julgamento
“O movimento também é pela legalização da maconha tanto para fins recreativos quanto para medicinais”, disse o ativista de direitos humanos Michel Platini, 35 anos.

A escolha do STF como ponto de concentração do ato se deve ao julgamento que estava previsto para ser realizado pelos ministros em 5 de junho, mas que acabou adiado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli. Caberá ao Judiciário votar contra ou a favor da legalidade no uso e porte da droga. “Estamos aqui para fazer valer os direitos humanos e garantir o direito à livre manifestação”, destacou Platini.

“Essa manifestação é uma resposta importante para esse Estado violento, que adota uma política do genocídio, especialmente da população negra e periférica. Vivemos em um tempo onde o que há de mais absurdo e sombrio parece normal. Estou aqui como parlamentar, gay e militante. Precisamos fazer esse debate no Distrito Federal”, declarou do alto do carro de som o deputado distrital Fábio Félix (PSol).

 

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