Dez caminhões de combustível são liberados para frota do GDF

Veículos foram escoltados pela PM, que cerca base da Petrobras no SIA onde manifestantes estão desde o começo da manhã desta sexta (25/5)

atualizado 25/05/2018 16:16

Michael Melo/Metrópoles

Apesar de determinação judicial e de um acordo firmado com caminhoneiros no Palácio do Planalto na noite de quinta-feira (24/5), manifestantes cercam a base da Petrobras no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) nesta sexta-feira (25). O clima é de tensão.

Participam do protesto motoristas de transporte escolar, motoboys e condutores de aplicativos de transporte. Por volta das 10h, a Polícia Militar prendeu um homem por resistência e desobediência à ordem de desobstrução da via.

Os militares usaram também spray de pimenta em pessoas que tentavam impedir a saída de um caminhão na base da Petrobras. Uma criança foi atingida. Os pais foram encaminhados para a 8ª Delegacia de Polícia (SIA). Os militares também acionaram o Conselho Tutelar. A ordem é clara: quem mantiver menores no local será preso.

Por volta das 13h, um comboio com 10 caminhões recebia escolta da PM para deixar o local. Segundo Acilino Ribeiro, subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, o produto iria abastecer a frota do GDF. “Esses caminhões irão para os postos que tem convênio com o governo”, assegurou.

Mais cedo, em entrevista à Rádio CBN, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) disse que o estoque de combustível para abastecer viaturas e ambulâncias do DF dura apenas dois ou três dias. O chefe do Executivo ressaltou também que as caldeiras dos hospitais públicos estão com estoque suficiente para mais cinco dias.

Desde as 2h, apenas seis caminhões com combustível haviam sido liberados da base da Petrobras do SIA. O movimento começou pacífico e está ganhando mais adeptos ao longo do dia.

A Polícia Militar está com a cavalaria montada no local e promete fazer cumprir liminar da Justiça que proíbe a obstrução das vias. Os manifestantes estão convocando mais pessoas e prometem engrossar o movimento ao longo do dia.

“O acordo que foi feito ontem (no Planalto) não nos representa. A greve continua. Continuamos parados”, disse um integrante do protesto.

Denice Nascimento, representante da Cooperativa do Transporte Escolar e Turismo do Distrito Federal, disse que o movimento é pacífico. “Queremos a redução do preço de todos os combustíveis, não apenas o diesel. É algo que atinge toda a população. Ao sair daqui, o valor do combustível fica três vezes maior”, disse.

Por volta das 14h20, viaturas da Polícia Militar do Goiás entraram agora na base da Petrobras. Ao que tudo indica, para escoltar um caminhão que iria para o Entorno.

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