Manifestantes levam bandeira da Venezuela em ato do 8/1: “Fora Trump”. Veja vídeo
Movimentos sociais e partidos de esquerda participaram de mobilização em defesa da democracia na Praça dos Três Poderes
atualizado
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A Praça dos Três Poderes foi tomada, na manhã desta quinta-feira (8/1), por manifestantes que participaram de um ato em defesa da democracia, realizado paralelamente à cerimônia oficial que relembra os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.
Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, grupos entoaram gritos como “Fora Trump” e defenderam a liberdade na Venezuela.
Ao Metrópoles, a aposentada Flávia Rodrigues, 52 anos, que participou do ato pró-Venezuela no 8/1 disse o ataque dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado (6/1) e a prisão de Nicolás Maduro pode refletir também no Brasil.
“O verdadeiro interesse dos Estados Unidos, o verdadeiro interesse do Trump são as riquezas dos países. Então ele quer o petróleo da Venezuela, as terras raras e a água potável do Brasil, o lítio da Bolívia. Então, já que nós estamos lutando contra o golpe, denunciando o golpe que aconteceu em 8 de janeiro no Brasil, é a mesma coisa que nós estamos denunciando que está acontecendo na Venezuela e na América Latina. Por isso nós trouxemos a bandeira, porque nós defendemos a Venezuela, o Brasil, a América Latina”, afirmou.
Entre os presentes estavam integrantes do PCdoB, da Internacional Antifascista e apoiadores de pautas internacionais.
Parte dos manifestantes levantava bandeiras venezuelanas e discursava contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), em um clima marcado por revolta e protestos verbais.
A mobilização ocorreu enquanto autoridades e representantes do governo participavam da solenidade em memória dos atos golpistas.
Luta por direitos
O cerimônia que relembra os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, contou com a presença de diversos movimentos sociais. Entre eles, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), o Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, entre outros.
O coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Eduardo Borges, contou ao Metrópoles que não há apenas pessoas do Distrito Federal presentes no ato, mas de outras cidades do Brasil.
“O ato hoje, ele simboliza o reforço da nossa democracia. O 8 de janeiro de 2023 ficou marcado não por uma bagunça e tampouco por uma manifestação. Foi um ato brutal contra a democracia brasileira, então ele não vai ser esquecido”, disse Eduardo.
Segundo Eduardo, a presença do MTST na Praça dos Três Poderes tem o objetivo de reafirmar que o ataque à democracia brasileira “não vai ser esquecido” e que não será permitido nenhum “tipo de atentado contra a nossa democracia”
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Marlos Luz, conta que é a terceira vez que comparece ao ato pela democracia em Brasília.
De acordo com Marlos, uma das principais reivindicações do grupo é a defesa dos direitos trabalhistas e a aprovação de um projeto de lei que reduza a jornada de trabalho para o modelo 5×2.
“O trabalhador tem sido penalizado, já não é de agora, e com esse manifesto que teve no governo anterior é justo que o trabalhador esteja vindo e esteja presente e defendendo a democracia”, afirmou.
