STF “não se submeteu aos caprichos de ninguém”, diz Lula sobre o 8/1. Siga no YouTube
Lula e autoridades do governo participaram de ato sobre os três anos do 8 de Janeiro no Palácio do Planalto, em Brasília
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou totalmente o PL da Dosimetria aprovado ano passado pelo Congresso. O petista participou, nesta quinta-feira (8/1), da cerimônia que marcou os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Veja aqui a cerimônia:
Em discurso, Lula falou que o ato é “exaltação do momento que estamos vivendo” e citou feitos do governo. “É um dia que muita gente nesse país pode comemorar. Pela manutenção do Estado de Direito Democrático nesse país”, destacou o petista.
Lula também valorizou o papel do STF no julgamento dos réus da trama golpista. “A Suprema Corte teve compartamento magistral e não se submeteu aos caprichos de ninguém”, disse o presidente.
“Não faz muito tempo, as principais lideranças do golpe defendiam a ditadura, zombavam dos que foram torturados. Chamaram os direitos humanos de esterco da bandidagem”, discursou Lula, fazendo referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. “Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparencia e impacialidade. Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível. Não se rendeu às pressões, não se deixou levar por. Saiu fortalecido. Sua conduta será lembrada pela história”.
Do lado de fora do Palácio do Planalto, apoiadores de Lula fizeram manifestação. Veja:
Ausências
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declinaram o convite para a solenidade. O chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também não foi. A Corte promoverá um evento próprio para relembrar os três anos dos ataques.
O evento foi iniciado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que está de saída do governo Lula. Ele se posicionou contra a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. “Atualmente são raros os golpes de estado clássicos que mobilizam forças armadas e colocam tanques nas ruas. A destruição da democracia se dá no emprego de medidas travestidas de missões nobres, como o combate à corrupção e a subversão, mas o verdadeiro objetivo é minar as instituições”, discursou ele.
“Aqui, é necessário ressaltar que os crimes cometidos contra o estado democrático de direito são imprescritíveis, impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolve grupos militares”, seguiu Lewandowski.










