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Distrito Federal

Mãe denuncia agressão e maus-tratos contra filha autista em creche

Caso foi registrado e é investigado na 24ª DP (Recanto das Emas). Segundo a mãe, a filha de 7 anos foi agredida e obrigada a comer restos

26/06/2026 16:54
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Material cedido ao Metrópoles
Menina que sofreu maus-tratos em creche

A autônoma Giovanna Rodrigues, de 24 anos, denunciou à polícia um caso de negligência, maus-tratos e agressão contra a filha de apenas 7 anos. Segundo a mãe, a menina, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e é não verbal, sofreu maus-tratos durante dois anos, enquanto estava sob os cuidados das proprietárias de uma creche localizada no Recanto das Emas (DF). Ela frequentava a instituições em dias alternados por meio período.

Mãe denuncia agressão e maus-tratos contra filha autista em creche - destaque galeria
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As donas diziam que os machucados eram porque a menina brincava muito
Na hora da refeição, a menina era deixada separada das demais crianças
Ainda, de acordo com a mãe, ela recebia apenas os restos de comida
Em conversa com outras mães e ex-funcionárias, ela ficou sabendo das condições em que a filha ficava na creche
Uma das monitoras revelou que a menina estava com a fralda vazada
Segundo a mãe, a criança começou a chegar em casa com hematomas e mordidas
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Segundo a mãe, a criança começou a chegar em casa com hematomas e mordidas

Material cedido ao Metrópoles
As donas diziam que os machucados eram porque a menina brincava muito
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As donas diziam que os machucados eram porque a menina brincava muito

Material cedido ao Metrópoles
Na hora da refeição, a menina era deixada separada das demais crianças
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Na hora da refeição, a menina era deixada separada das demais crianças

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Ainda, de acordo com a mãe, ela recebia apenas os restos de comida
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Ainda, de acordo com a mãe, ela recebia apenas os restos de comida

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Em conversa com outras mães e ex-funcionárias, ela ficou sabendo das condições em que a filha ficava na creche
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Em conversa com outras mães e ex-funcionárias, ela ficou sabendo das condições em que a filha ficava na creche

Material cedido ao Metrópoles
Uma das monitoras revelou que a menina estava com a fralda vazada
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Uma das monitoras revelou que a menina estava com a fralda vazada

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Já outra monitora contou que queria denunciar a creche pelas condições em que as crianças ficavam no local
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Já outra monitora contou que queria denunciar a creche pelas condições em que as crianças ficavam no local

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Segundo a mãe, a menina permanecia das 11h30, horário que ela chegava na creche, até as 19h, presa em uma cadeirinha infantil de alimentação, com a mesma fralda, sem poder sair para correr e brincar com as outras crianças
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Segundo a mãe, a menina permanecia das 11h30, horário que ela chegava na creche, até as 19h, presa em uma cadeirinha infantil de alimentação, com a mesma fralda, sem poder sair para correr e brincar com as outras crianças

Material cedido ao Metrópoles

Em conversa com o Metrópoles, a mãe contou que, assim que começou a frequentar a creche, em 2024, a filha passou a apresentar um comportamento estranho.

“Sempre que ela via a creche ela chorava muito. Achei que fosse manha, porque cuidei dela durante 5 anos, então podia ser saudades de mim”.

Além disso, a avó da criança já relatou que a menina aparentava anormalidade, e quando via a fachada e o portão da instituição, chorava muito e tinha tremores.

Depois de algum tempo frequentando a creche, a criança começou a chegar em casa com hematomas e mordidas, e passou a apresentar comportamento agressivo, o que preocupou ainda mais a mãe.

“Quando eu questionava sobre os machucados, as donas diziam que era porque ela brincava muito”, conta Giovanna.

O caso é investigado pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Segundo o delegado responsável pela investigação, todos os envolvidos serão ouvidos.

Em nota, as proprietárias da creche afirmaram que o local não se trata de instituição de educação e, sim, um espaço de acolhimento e afirmaram que contribuem com a investigação da 27ª Delegacia de Polícia, fornecendo subsídios para investigação.

O Metrópoles acionou a Secretaria de Educação que não se pronunciou até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Maus-tratos

Giovanna conta ainda que a todo momento pedia diretamente para as monitoras do local notícias e fotos da filha, que demoravam a chegar.

Segundo a mãe, a menina permanecia das 11h30 — horário que ela chegava na creche, até as 19h — presa em uma cadeirinha infantil de alimentação, com a mesma fralda, sem poder sair para correr e brincar com as outras crianças.

“Ela só tinha direito de comer uma vez, não podia repetir a refeição. Ela chegava em casa morrendo de fome”, relata.

“Algumas ex-funcionárias me disseram que as proprietárias mandavam pegar o resto de comida de outras crianças para dar para a minha filha”.

A pequena também sofria com a falta de higiene, pois passava o dia inteiro com a mesma fralda, o que causava assaduras.

De acordo com a mãe, as proprietárias, que são mãe e filha, constantemente desferiam xingamentos e palavras ofensivas contra a menina. Giovanna diz que sempre que a filha mexia onde não devia ou chegava perto delas, ouvia frases como “sai para lá, porra” e “sai daqui com essa sua baba sebosa”.

Situação era denunciada por monitoras

Metrópoles teve acesso a conversas de mães e ex-funcionários que endossam as alegações de Gioavnna de que as donas do local maltratavam a menina e outras crianças.

Um áudio de uma das crianças da creche gravado pela mãe, foi enviado para Giovanna, onde o menor narra os episódios de violência sofridos. “Essa mulher trancou um bebê sozinho dentro do quarto, um bebê!”, diz uma das conversas.

Uma outra funcionária afirmou que foi chamada atenção por ter deixado a filha de Giovana repetir a comida.

“Lá as crianças andam assustadas, assombradas”, disse a funcionária à Giovana.

Giovanna explica que nunca havia denunciado antes por falta de provas, mas que sempre desconfiava pelo comportamento estranho da filha.

“Ela ficava agressiva, tinha medo de eu bater nela, quando eu penteava o cabelo dela, ela se esquivava, com medo de que eu puxasse”, diz.

Foi depois de conversar com outras mães e funcionárias que ela conseguiu juntar provas e denunciar.

A mãe diz que se sente profundamente culpada pela situação, que não consegue comer e nem dormir.

“Eu confiei a minha filha a pessoas erradas e paguei o preço por isso. Nunca vou me perdoar, estou depressiva, não tenho mais vida. Eu estou tomada pelo estresse e pelo trauma”.