Maconha que motivou morte de membro do PCC tinha Asa Sul como destino

O carregamento de drogas, interceptado pela Polícia Civil do DF, abasteceria grupos de traficantes que atuam no Plano Piloto

atualizado 10/05/2021 6:32

homem sendo presoRafaela Felicciano/Metrópoles

O carregamento de drogas que motivou o tribunal de rua conduzido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) a julgar, condenar e executar um integrante, seria distribuído em áreas nobres do Distrito Federal. Os 10 quilos de maconha trazidos de São Paulo por Elber Silva Santos, morto a tiros após ser considerado culpado, tinham como destino a Asa Sul.

Segundo investigações conduzidas pela Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), os tijolos de maconha acondicionados dentro de uma mala deveriam se transformar em cerca de R$ 50 mil após serem escoados em pontos de venda de drogas no Plano Piloto.

A ação policial interceptou o carregamento dentro de um veículo de transporte por aplicativo, quando o carro passava por Brazlândia, conforme adiantou o Metrópoles em matéria publicada nesse domingo (9/5).

A companheira de um integrante do PCC, identificado como Ocimar Chaves Costa, foi presa na operação. Ele acabou poupado pela organização criminosa e está sendo procurado pela PCDF.

Como a droga estava consignada a Elber, ele recebeu o ultimato da facção. Era necessário pagar R$ 10 mil, caso contrário, seria julgado e condenado pelo tribunal de rua da organização. Assim foi feito, e o ex-integrante da “firma” acabou morto com vários tiros. Seu corpo foi encontrado cravejado de balas em 22 de abril deste ano.

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Mapeamento

A presença de células criminosas da organização no DF já havia motivado a Polícia Civil a desencadear operações para evitar a entrada e instalação por completo da maior facção do país em solo brasiliense. A PCDF fez um mapeamento em busca de pontos estratégicos para abrigar “casas de apoio” usados pelos integrantes do PCC.

Os imóveis seriam locados em áreas de alto poder aquisitivo e serviriam de abrigo para criminosos de outros estados, além de depósito para armazenamento de drogas e armas.

De acordo com os investigadores, os membros do PCC já haviam mapeado residências nos Lagos Sul e Norte, além do Jardim Botânico. A localização escolhida pelos criminosos se deve, também, à proximidade das regiões administrativas ao Presídio Federal de Brasília, que atualmente abriga o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbes Camacho, mais conhecido como Marcola.

Além da curta distância entre os imóveis e a unidade prisional, o alto poder aquisitivo das regiões foi outro ponto positivo observado pelos suspeitos, uma vez que o policiamento tende a ser maior em regiões consideradas mais perigosas.

 

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