Lotado, Sírio-Libanês do DF restringe atendimento no pronto-socorro

Serão aceitos apenas pacientes referenciados ou com extremo risco, tendo ou não o diagnóstico do novo coronavírus

atualizado 29/03/2021 11:08

Hospital Sírio LibanêsDaniel Ferreira/Metrópoles

Com todas as unidades de terapia intensiva (UTIs) voltadas para o tratamento da Covid-19 lotadas, o Hospital Sírio-Libanês de Brasília vai restringir o atendimento de pacientes no pronto-socorro. A medida valerá por 15 dias, “ou até que a ocupação atinja níveis seguros”.

Serão aceitos apenas pacientes referenciados (por indicação médica ou de outros serviços hospitalares) ou com extremo risco, tendo ou não o diagnóstico do novo coronavírus.

Em nota, a assessoria de comunicação da unidade de saúde informou que, em um ano, triplicaram os leitos de UTI no Complexo Hospitalar da Asa Sul. Com o avanço da pandemia, o Sírio-Libanês também adotou outras medidas, como o adiamento de cirurgias eletivas e de alguns exames invasivos.

“As demandas geradas por pacientes com Covid-19, no entanto, vêm avançando em ritmo acelerado, exigindo cada vez mais a utilização de suporte avançado. Diante deste cenário, e para a manutenção da excelência assistencial no cuidado aos pacientes que já se encontram internados sob nossos cuidados, o Hospital Sírio-Libanês em Brasília entendeu ser necessário restringir temporariamente a entrada de pacientes pelo seu Pronto Atendimento na Capital Federal”, diz a nota.

Ainda segundo o hospital, os serviços ambulatoriais oferecidos pela instituição dentro de alas não Covid, bem como no Centro de Medicina Diagnóstica, no Centro de Especialidades Médicas (consultas) e nos Centros de Oncologia da Asa Sul e do Lago Sul, seguem funcionando normalmente, “com fluxos apartados e seguros”.

“Reforçamos mais uma vez o pedido para que todos continuem adotando medidas que contribuam para a redução do contágio pelo coronavírus, como o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social”, completa.

Conforme o o sistema InfoSaúde, do Governo do Distrito Federal (GDF), até as 7h10 desta segunda, o Sírio-Libanês tinha todas as 19 UTIs Covid ocupadas. Os três leitos de UTI gerais, voltados para pacientes sem o diagnóstico do novo coronavírus, também estavam todos preenchidos.

A taxa de ocupação de UTIs voltadas para pacientes com Covid-19 na rede privada do Distrito Federal chegou a 99,3% na manhã desta segunda. São 426 leitos de UTI Covid preenchidos, quatro disponíveis e cinco bloqueados. Há três vagas no Hospital São Francisco (uma delas é pediátrica) e uma no Hospital Maria Auxiliadora.

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