Lona furada: tutores e pets doentes tomam chuva em hospital. Veja vídeo

Segundo tutores, o Hospital Veterinário Público de Brasília apresenta diversos problemas, além da lona furada na área de espera

atualizado

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Tutores e pets - Metrópoles
1 de 1 Tutores e pets - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Tutores e animais de estimação doentes ficaram encharcados pela chuva na fila de espera para atendimento no Hospital Veterinário Público de Brasília (Hvep), na tarde de quarta-feira (8/4). A lona de cobertura do espaço, onde os pets devem aguardar antes do acolhimento, estava repleta de buracos.

Veja:

Todo mundo com o cachorro doente e a lona nessa situação“, denunciou uma mulher, mostrando tutores e animais de estimação sendo molhados pela chuva, destacando uma senhora de idade.

“Absurdo isso! Todo mundo aqui pagou imposto!”, criticou.

A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan), responsável pelo Serviço Veterinário Público, afirmou que adotará as medidas necessárias para resolver o problema e garantir a qualidade no atendimento de tutores e pets doentes (leia abaixo).

Do ponto de vista de advogada Ana Paula Vasconcelos, membro da ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, o Hospital Público Veterinário, localizado em Taguatinga (DF), é um serviço essencial e de altíssima demanda pela população. No entanto, a unidade tem apresentado diversos problemas, além da lona furada do espaço de espera para atendimento.

Veja a lista de reclamações e denúncias:

– Falta de medicamentos e equipamentos básicos
– Poucos veterinários e técnicos para atender a demanda
– Contratação de residentes para realizar cirurgias e atendimentos clínicos.
– Condições precárias de higiene e infraestrutura
– Longas filas de espera e atendimento demorado
– Não está realizando alguns exames por falta de insumos
– Não está realizando cirurgias ortopédicas
– Funcionários não recebem vale alimentação há 3 meses.

“Ao longo dos anos, tem sido alvo de inúmeras denúncias que evidenciam a falta de investimento adequado e um constante jogo de empurra entre gestores públicos. Infelizmente, quem sofre diretamente com esse descaso são os animais, que acabam privados de um atendimento digno e eficiente justamente quando mais precisam”, afirmou Ana Paula.

Outro lado

A Secretária de Proteção Animal argumentou que a lona na área externa de recepção ao público é  estrutura de apoio provisória. “A Sepan está ciente da necessidade de instalação da cobertura definitiva e, devido à urgência de manutenção, equipe da secretaria irá fazer visita técnica no dia de hoje para avaliar o local”, afirmou a pasta.

Segundo a secretária, o hospital faz diariamente 140 atendimentos em geral. Destes, 90 são vagas com atendimento imediato e o restante, com agendamento prévio. Devido à limitação do atendimento por razões de capacidade técnica, cidadãos chegam ao hospital antes do início do atendimento ao público, que começa às 7h30, para serem atendidos na ordem do dia e sem agendamento anterior, dentro das 90 vagas disponíveis.

“É importante ressaltar que o atendimento segue protocolo de classificação de risco, priorizando os casos de maior gravidade. O tempo de espera pode variar conforme o volume de atendimentos e a complexidade dos casos, especialmente em períodos de maior demanda”, completou a secretária.

Residentes

O quadro médico veterinário do Hvep é composto por 52 profissionais, sendo 40 médicos veterinários com formação completa e 12 médicos veterinários residentes.

Segundo a Sepan, os médicos veterinários residentes são habilitados e capacitados, e atuam em conformidade com as normativas vigentes e sob supervisão técnica. “A participação desses profissionais é feita de forma assistida e complementar, integrada à equipe, seguindo os protocolos estabelecidos pelo hospital”, justificou.​

Insumos

Sobre a denúncia da falta de medicamentos, exames e negativas de cirurgia, a Sepan declarou que a gestora do Hvep deve manter o abastecimento regular de insumos e medicamentos, podendo haver variações pontuais de disponibilidade, mas sem prejuízo à assistência prestada.

“Não procede a informação de paralisação dos serviços por falta de insumos. O Hvep permanece com seus principais serviços diagnósticos em funcionamento regular, incluindo exames laboratoriais e de imagem”, ressaltou a pasta.

Cirurgias

A pasta afirmou que o hospital realiza cirurgias ortopédicas dentro do escopo técnico e estrutural do local. Procedimentos de maior complexidade são avaliados caso a caso, conforme critérios clínicos e capacidade operacional.

De acordo com a pasta, a unidade possui equipe dedicada à higienização, distribuída entre os setores da unidade, garantindo a limpeza contínua dos ambientes conforme protocolos estabelecidos.

Por fim, sobre o vale alimentação dos colaboradores, a direção do Hvep informou que houve transição recente do modelo de gestão do benefício, anteriormente feito por empresa terceirizada. Por isso, segundo a Sepan, foram necessários ajustes operacionais, o que acarretou um mês de atraso.

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