“Levava alegria por onde passava”, diz mãe de Letícia em enterro

No velório, irmã da vítima passou mal e desmaiou. Ex-funcionária do Ministério da Educação foi brutalmente assassinada na sexta-feira

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 27/08/2019 18:32

O corpo da advogada Letícia Sousa Curado, assassinada aos 26 anos, foi sepultado na tarde desta terça-feira (27/08/2019), em Planaltina, cidade onde morava com a família. O sentimento no velório foi de comoção, revolta e dor pelos sonhos que Letícia tinha pela frente e pelo filho, de apenas 3 anos de idade, fruto do casamento com o educador físico Kaio Curado. Durante a cerimônia, uma irmã de Letícia desmaiou e foi levada nos braços por um policial militar até a ambulância dos bombeiros.

“Foi o dia mais triste da minha vida”, resumiu a advogada Kenia Sousa, mãe de Letícia, sobre o momento em que recebeu a notícia sobre a morte da filha.

Em um discurso emocionado, ela lembrou toda a trajetória de Letícia, desde a infância, passando pela adolescência, a carreira e a maternidade. “Era uma mulher alegre, que soube ser mãe e filha, dona de um sorriso contagiante e que levava alegria por onde passava”, disse, para uma multidão de parentes, amigos e desconhecidos solidários que lotaram o cemitério Campo da Esperança de Planaltina.

Letícia foi assassinada na última sexta-feira (23/08/2019), pelo cozinheiro Marinésio dos Santos Olinto, 41, após se opor ao assédio do criminoso.

 

Em paralelo à dor pela perda de Letícia, a cerimônia fúnebre foi tomada pelo desejo de Justiça contra o assassino confesso da ex-funcionária do Ministério da Educação (MEC) e de outra moradora de Planaltina, Genir Pereira de Souza, 47 anos.

Pelas ruas da cidade onde Letícia vivia com o marido e o filho, vários carros circulam com os dizeres “Luto por Letícia”. O corpo da advogada chegou por volta das 17h15, em caixão fechado, e seguiu direto para o túmulo. Amigos, familiares e colegas de igreja fizeram orações e a saudaram com palmas.

Joana Vieira, 53 anos, e o marido, Manuel Jessé Vieira, 60, não conhecem a família, mas se comoveram com o trágico desfecho do desaparecimento da advogada. “A cidade inteira se entristece com isso que aconteceu a ela. Agora, o que a gente quer é que ele [Marinésio] pague pelo que fez, pegue a pena máxima e, de preferência, nunca mais saia da cadeia, porque ele não é um ser humano, é um monstro”, disse Manuel.

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