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Distrito Federal

Leandro Grass comemora fim da escala 6x1: "Brasil deu um passo à frente"

Para o petista e candidato ao GDF, a mudança da escala vai proporcionar mais tempo para os trabalhadores conviverem com suas famílias

15/10/2026 08:12, atualizado 15/10/2026 08:39
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Leandro Grass

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1. Segundo o petista, a mudança é fruto do trabalho do presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Hoje a família brasileira ganhou um dia mais para conviver. O trabalhador ganhou mais tempo para fazer o que quiser. O povo ganhou vida! O Brasil deu um passo à frente”, comemorou o postulante ao Palácio do Buriti em seu perfil do X.

“Tudo isso só foi possível porque um trabalhador chegou ao poder e se tornou presidente da República”, complementou.

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Durante panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto na manhã desta quinta-feira (15/10), Grass disse que, caso seja eleito, pretende criar um modelo de parceria entre empresas e governo para fiscalizar a escala.

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“O DF tem tudo para ser um bom modelo de implementação. Quero ser parceiro dos bons empresários da cidade, construindo uma parceria entre governo e trabalhador para que a gente consiga melhorar nossa arrecadação. Quero estabelecer uma relação de parceria”, afirmou.

Fim da escala 6×1

O Senado Federal aprovou em dois turnos na quarta-feira (14/10) o texto-base da PEC que acaba com a escala 6×1. O texto já tinha sido aprovado na Câmara dos Deputados em maio e agora segue para promulgação.

As mudanças terão um prazo de transição. Segundo o texto, o salário do trabalhador não deverá ser diminuído.

Dois meses após a promulgação, as empresas terão que implementar a primeira parte de mudanças. A partir disso, começarão a valer as duas folgas semanais e a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais.

A redução será concluída um ano depois, quando o limite passará para 40 horas semanais.


Entenda as principais mudanças:

  • A escala padrão deixará de ser a de 6×1 e passará a ser 5×2, ou seja, cinco dias trabalhados e dois de folga;
  • A jornada máxima semanal deixará de ser de 44 horas e passará a ser de 40 horas;
  • Dos dois dias de folga, um deles deverá ser preferencialmente aos domingos.

O texto também prevê algumas regras específicas. Convenções e acordos coletivos poderão definir escalas diferentes da 5×2. Mas, nesses casos, deverá obedecer, o mínimo, de duas folgas por semana dentro do mês e não pode ter nenhuma semana sem ao menos uma folga.

Setores como Saúde, Transporte e Segurança poderão manter escalas diferenciadas, mas com a jornada de 40 horas semanais e dois dias de folga. Quem já trabalha 40 horas semanais não terá uma diminuição automática proporcional de suas horas.


Regras específicas e exceções:

  • Microempresas, EPP e MEI: a lei complementar poderá prever medidas transitórias de mitigação do impacto financeiro, condicionadas à manutenção dos empregos;
  • Profissionais de nível superior e alta renda: as regras de limitação e controle de jornada não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior que recebam remuneração igual ou superior a 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que hoje soma cerca de R$ 22 mil;
  • Servidores públicos: servidores públicos municipais, estaduais e federais ficam de fora da PEC que extingue a escala de seis dias de trabalho para um de descanso porque esses profissionais não são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e sim pelos respectivos estatutos ou leis orgânicas. No caso de trabalhadores terceirizados pelo poder público, uma eventual redução da jornada dependerá de aditamento do contrato de trabalho.

Quem fica de fora

O texto-base da PEC não engloba alguns grupos profissionais, entre eles cargos de confiança, os “superempregados” – com salários acima de R$ 21,1 mil –, servidores públicos e microempreendedores individuais (MEIs).

Leandro Grass comemora fim da escala 6x1: "Brasil deu um passo à frente"