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TRE impede líder comunitário de enviar deepfake de Grass sobre “kit gay”

O vídeo feito com IA manipula a imagem e voz do candidato Leandro Grass para atribuir a ele declarações polêmicas

14/10/2026 21:53, atualizado 14/10/2026 23:05
Divulgação/Junior rosa
TRE impede líder comunitário de enviar deepfake de Grass sobre “kit gay”

O juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) Carlos Alberto Martins Filho determinou a um líder comunitário que se abstenha imediatamente de encaminhar vídeo deepfake do candidato a governador do DF Leandro Grass (PT), sob pena de multa de R$ 5 mil.

A Coligação DF do Povo, liderada por Grass, disse ao TRE-DF que o homem identificado como Rosil publicou em um grupo de WhatsApp um vídeo com manipulação da voz do petista para atribuir ao candidato frases que não foram ditas por ele.

O vídeo em questão contém declaração sobre suposta condenação a oito anos de inelegibilidade por divulgação de fake news, posicionamentos relativos às escolas cívico-militares, à distribuição de denominado “kit gay” em escolas e oposição à construção do Museu da Bíblia. 

A coligação declarou ao TRE-DF que as frases foram artificialmente atribuídas a Grass e que o conteúdo referente ao “kit gay” não integra o plano de governo.

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O juiz afirmou que ”a própria mensagem audiovisual é construída mediante manipulação da voz do candidato, fazendo parecer que Leandro Grass pronunciou palavras que, conforme os elementos trazidos aos autos, não foram por ele proferidas”.

O magistrado pontuou que “a manipulação por deepfake mostra-se apta a induzir o eleitor a acreditar que as declarações constantes do áudio partiram efetivamente do candidato, produzindo uma falsa representação da realidade”. 

“A manutenção de sua circulação é apta a ampliar a exposição dos eleitores a conteúdo que, em análise preliminar, apresenta como verdadeira manifestação produzida mediante manipulação tecnológica”, completou. 

O juiz do TRE-DF também determinou expedição de ofício à Claro para fornecer o endereço do titular da linha telefônica.

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Candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass fez agenda no Varjão
Grass disse que "a política tem que servir às pessoas, e não se servir das pessoas"
Propaganda de Leandro Grass para o 1º turno da disputa pelo governo do Distrito Federal
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Reprodução
Candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass fez agenda no Varjão
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Maitê Doreto/Metrópoles
Grass disse que "a política tem que servir às pessoas, e não se servir das pessoas"
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Grass disse que "a política tem que servir às pessoas, e não se servir das pessoas"

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Após a decisão, Grass afirmou que a voz dele foi falsificada. Em declaração publicada no X, o candidato a governador afirmou que “um vídeo com áudio feito por inteligência artificial está circulando no WhatsApp, colocando na minha boca coisas que eu nunca disse”.

“Hoje, o TRE-DF reconheceu em decisão liminar que a voz foi manipulada e mandou parar a divulgação imediatamente, sob pena de multa. Quem espalhou foi o Rosil, coordenador da campanha de Celina Leão no Paranoá. Isso não é debate, é fraude para enganar o eleitor. Quem precisa falsificar a voz do adversário não tem proposta nem limite. A campanha da Celina baixou o nível, e o DF não pode aceitar isso”, declarou.