Lamborghini de “Don Juan” do DF é arrematada por R$ 440 mil

Lance inicial era de R$ 371.500, bem abaixo do valor no qual o carro foi avaliado, R$ 680 mil

atualizado

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Lanborguini
1 de 1 Lanborguini - Foto: PMDF/Divulgação

A Lamborghini Gallardo que pertencia ao empresário Pedro Bettim Jacobi, conhecido como “Don Juan” do DF, foi arrematada, nesta terça-feira (25/4), por R$ 440 mil em um site especializado em leilões. O homem foi preso em dezembro de 2017 acusado de crimes como furto qualificado, estelionato, apropriação indébita e extorsão.

O carro, avaliado em R$ 680 mil, teve um lance inicial de R$ 371,5 mil. O leilão foi encerrado às 11h. O modelo, movido a gasolina, foi fabricado em 2010 e rodou somente 13 mil quilômetros. De acordo com o site, o veículo apresenta alguns problemas. Foi modificado para competições e não possui o sistema de ar-condicionado. O número do motor também está obstruído e, por isso, não é possível verificar se o arrematante precisa fazer alguma regularização.

A Justiça determinou a apreensão do carro em outubro de 2017. O automóvel estava escondido em uma chácara do pai de Jacobi, em Brazlândia. A Lamborghini ficava exposta na sala de estar da casa, o que dificultou a retirada. Uma das portas da propriedade precisou ser removida para que o veículo fosse colocado sobre o guincho.

Apaixonado por velocidade, o “Don Juan” do DF gostava de ostentar carros importados, como o Chevrolet Corvette ZR1, um Ford Flex, uma Mercedes, uma BMW e um Porsche. Apenas o imposto em atraso da Lamborghini acumulava R$ 200 mil em dívidas, não pagos desde 2013.

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Durante apreensão do veículo, o empresário Pedro Jacobi não estava no local
Portas precisaram ser removidas para que o veículo fosse colocado sobre o caminhão guincho
A equipe que foi até a chácara teve trabalho para retirar o carro
Carro de luxo na sala: ostentação
Veículo ficava guardado dentro de casa
A Lamborghini é avaliada em R$ 680 mil
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A Lamborghini é avaliada em R$ 680 mil

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Durante apreensão do veículo, o empresário Pedro Jacobi não estava no local
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Durante apreensão do veículo, o empresário Pedro Jacobi não estava no local

Material cedido para o Metrópoles
Portas precisaram ser removidas para que o veículo fosse colocado sobre o caminhão guincho
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Portas precisaram ser removidas para que o veículo fosse colocado sobre o caminhão guincho

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A equipe que foi até a chácara teve trabalho para retirar o carro
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A equipe que foi até a chácara teve trabalho para retirar o carro

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Carro de luxo na sala: ostentação
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Carro de luxo na sala: ostentação

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Veículo ficava guardado dentro de casa
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Veículo ficava guardado dentro de casa

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Jacobi também é acusado de transferir cerca de R$ 600 mil da conta da ex-mulher, uma advogada de 37 anos, moradora do Lago Sul, sem autorização. O homem também teria roubado cheques e se apropriado de bens da vítima, como um Porche Panamera, avaliado em R$ 500 mil.

Prisão
O empresário segue preso desde 5 de dezembro de 2017, quando foi detido pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em cumprimento a mandado expedido pela Justiça por violência doméstica. Ele estava em uma chácara em Brazlândia. Além da prisão, foi cumprida ordem judicial de busca, sendo apreendido farto material como documentos, computadores, HDs externos, celulares e três armas de fogo.

Segundo o pedido de prisão assinado pela juíza Marília Garcia Guedes, do Terceiro Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o empresário ameaçou a ex-mulher ao se aproximar dela e gritar de dentro de um veículo: “Acaba com os processos ou eu vou acabar com a sua vida”. As ameaças teriam sido feitas mesmo estando a mulher amparada por medidas protetivas.

A delegada Sandra Gomes Melo, da Deam, contou, à época, que Jacobi tentou fugir quando a polícia foi à casa dele. De acordo com ela, o acusado chegou a sair de carro em alta velocidade, mas foi perseguido e preso na BR-080. “Ele era muito difícil de ser localizado. Bem o perfil do estelionatário”, afirmou a policial.

Reprodução

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