Justiça prorroga presença da Força Nacional na Penitenciária Federal
É a sexta vez que a decisão é ampliada. O local abriga a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC)
atualizado
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Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (7/6), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, prorrogou por mais seis meses, o emprego da Força Nacional no perímetro da Penitenciária Federal de Brasília, local que abriga a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão entrou em vigor em 2 de junho e vai até 28 de novembro deste ano. A operação terá o apoio logístico do órgão demandante, que deverá dispor da infraestrutura necessária à Força Nacional de Segurança Pública.
É a sexta vez que o Ministério da Justiça e Segurança Pública prorroga a atuação da Força Nacional no presídio. Em dezembro do ano passado, a pasta estendeu o prazo por também 180 dias.
Estrutura
A Penitenciária Federal de Brasília foi inaugurada em outubro de 2018. Os três primeiros detentos a ocuparem o presídio integravam o PCC. O local conta com 50 celas individuais erguidas em uma estrutura de concreto armado e monitorada 24h.
Na unidade prisional, que fica no Complexo Penitenciário da Papuda, há circuito de câmeras com transmissões em tempo real, além de sensores de movimento e alarmes. Segundo o Departamento Penitenciário (Depen), o sistema conta com equipamentos capazes de identificar drogas e explosivos nas roupas dos visitantes, detectores de metais e sensores de presença, entre outras tecnologias.
Cada preso fica em uma cela individual de 6m² e tem direito a duas horas de banho de sol por dia. Advogados e amigos poderão visitar os detentos no parlatório. É proibido o acesso a televisores, rádios e qualquer outro tipo de comunicação externa.
Além da Penitenciária Federal de Brasília, há outras quatro de segurança máxima no país: Catanduvas (PR), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).













