Líder do Comando Vermelho está na Penitenciária Federal de Brasília

Polícia Federal prendeu em Mato Grosso do Sul um dos narcotraficantes mais procurados do Paraguai e o transferiu para a capital da República

atualizado 05/04/2021 8:14

Jorge Teófilo Samudio GonzálezReprodução

O narcotraficante Jorge Teófilo Samudio, 49 anos, conhecido como Samura, foi transferido da Superintendência Regional do Distrito Federal (SRDF) da Polícia Federal para a Penitenciária Federal de Brasília. A mudança ocorreu no sábado (3/4). O criminoso, apontado como uma das lideranças da facção criminosa carioca Comando Vermelho, ficará na capital do país até ser encaminhado a outro presídio. A decisão fica a critério do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Samura está preso desde a última segunda-feira (29/3). A PF o localizou no município de Sinop, em Mato Grosso do Sul. Segundo a corporação e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), responsáveis pela prisão do criminoso, Jorge Teófilo é uma das principais lideranças do tráfico internacional de drogas no Paraguai. O preso também tem envolvimento em lavagem de dinheiro.

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Peça-chave

De acordo com os investigadores, o traficante é considerado peça-chave do Comando Vermelho por liderar a estrutura que envia cocaína boliviana por meio do Paraguai para o Brasil e a Europa. O criminoso lucrava cerca de US$ 20 milhões por mês.

Além de atuar no transporte da droga, Samura fornecia armas de grosso calibre à facção. Pequenas aeronaves carregadas com entorpecentes e armas eram usadas em propriedades rurais, no Paraguai, para pouso e decolagem.

Jorge Teófilo era procurado pela Justiça desde 2011. Em outubro de 2018, foi capturado. Entretanto, em setembro de 2019, chegou a ser resgatado de um presídio paraguaio após ação violenta dos comparsas. Os suspeitos usaram armas de fogo de grosso calibre. Um oficial da polícia morreu durante a investida.

O Senad detalhou que o narcotraficante tinha grande poder aquisitivo e liderança de “mão de ferro”, que incluía execuções no campo do tráfico de drogas. “É por isso que foi capaz de sustentar uma grande infraestrutura, logística e manter um grande número de criminosos sob o seu comando”, explicou a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.

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